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Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

ANS retirou limite de idade para cobertura do exame quando houver indicação médica
Paciente em exame de mamografia digital ao lado de profissional em clínica, utilizando equipamento de imagem com ambiente clínico ao fundo.

A mamografia digital passará a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde para pessoas de qualquer idade a partir de 1º de outubro. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a mudança, que vale quando o médico responsável indicar o exame.

Até agora, a cobertura obrigatória do exame estava prevista para mulheres entre 40 e 69 anos. Com a retirada dessa limitação, a avaliação clínica passa a definir quem necessita da tecnologia.

Mamografia digital terá cobertura sem limite de idade

A nova regra da mamografia digital elimina a restrição por faixa etária nos planos de saúde. Dessa forma, pessoas com indicação médica poderão realizar o procedimento independentemente da idade.

A decisão foi tomada pela diretoria da ANS em reunião realizada no dia 3 de setembro. A agência anunciou a alteração nesta quinta-feira (10).

Segundo a ANS, os médicos poderão indicar o exame para rastreamento, diagnóstico e acompanhamento do tratamento do câncer de mama.

A mudança começa a valer em 1º de outubro, justamente no início do Outubro Rosa, campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.

O que muda para quem tem plano de saúde?

A principal mudança é que o plano não poderá negar a mamografia digital apenas porque o paciente está fora da faixa etária anteriormente prevista pela regra.

Para ter a cobertura, no entanto, será necessária indicação médica. O profissional avaliará o quadro clínico e decidirá quando o exame é adequado.

A medida vale para todas as pessoas que necessitem do procedimento, sem restrição relacionada à idade ou ao gênero.

Qual é a diferença da mamografia digital?

Na mamografia digital, as imagens ficam armazenadas eletronicamente. Isso permite que médicos ampliem áreas específicas e compartilhem os registros com outros especialistas durante o acompanhamento do paciente.

A tecnologia também pode reduzir o tempo de exposição à radiação e o período de compressão da mama durante a realização do exame.

Além disso, o armazenamento digital facilita a comparação de exames realizados em momentos diferentes, o que pode ajudar os médicos a acompanhar possíveis alterações.

Por que a ANS ampliou a cobertura?

A mudança começou a ser discutida pela própria ANS durante a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar.

Nas discussões, especialistas apontaram que limitar o procedimento à faixa dos 40 aos 69 anos poderia atrasar o acesso ao diagnóstico em pessoas que necessitassem do exame antes ou depois dessas idades.

O câncer de mama está entre os tipos mais frequentes no país. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima cerca de 73,6 mil novos casos por ano no Brasil.

Com a nova regra, a indicação médica passa a ser o principal critério para definir o acesso ao exame nos planos de saúde a partir de outubro.

*Com informações de Agência Brasil


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Autor

  • Bruna Santos

    Jornalista e redatora com experiência em produção de conteúdo digital. Atuou em portais de notícia, rádio e agências, escrevendo para áreas como finanças, saúde, direito e bem-estar. Pós-graduada em Comunicação e Marketing, se especializou em produção de conteúdo informativo para sites.

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