A greve dos Correios continua nesta segunda-feira (14), sem prazo definido para terminar, após a categoria rejeitar uma proposta durante as negociações trabalhistas. A paralisação ocorre em várias regiões do país e já envolve uma disputa que será analisada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Como ficam as entregas durante a greve
Os Correios informaram que ativaram o Plano de Continuidade de Negócios para manter as operações durante a paralisação. A empresa também prevê o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais.
A estatal também informou que fará remanejamento de veículos e mutirões para preservar o fluxo logístico. Além disso, as agências continuam abertas para atendimento ao público.
Ainda não há uma indicação oficial de aumento específico nos prazos de entrega por causa da greve. Por isso, clientes devem acompanhar cada encomenda pelos canais oficiais dos Correios.
Os próprios Correios divulgam indicadores de qualidade das entregas. Os dados mostram que os prazos variam conforme o tipo de objeto e são calculados em dias úteis.
TST determina percentual mínimo de trabalhadores
O Tribunal Superior do Trabalho determinou a manutenção de 80% do efetivo em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a paralisação.
A medida alcança setores de atendimento, tratamento, transporte e distribuição. Também entram na determinação áreas administrativas consideradas necessárias para manter a operação postal.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30. Até essa data, sindicato e empresa ainda podem chegar a um acordo.
A decisão judicial estabelece um percentual mínimo de trabalhadores em atividade. Portanto, a greve não significa a suspensão completa dos serviços postais.
Por que os trabalhadores entraram em greve
A paralisação ocorreu depois da rejeição de uma proposta apresentada durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.
Entre os pontos defendidos pelos trabalhadores estão avanços nas negociações, preservação de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde.
Os Correios haviam iniciado uma mediação no TST em agosto para tentar construir um acordo com as entidades sindicais. Segundo a própria empresa, a negociação busca conciliar a situação financeira da estatal com os direitos dos empregados e a continuidade dos serviços.
Situação financeira dos Correios
A greve ocorre enquanto a estatal enfrenta dificuldades financeiras. No segundo trimestre de 2026, os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões.
O resultado foi 24,4% menor que o prejuízo do primeiro trimestre, quando o saldo negativo chegou a R$ 3,16 bilhões. A empresa também informou aumento de 3,8% na receita líquida entre os dois períodos.
A situação faz parte do plano de reestruturação adotado pela companhia. Entre as medidas estão revisão de despesas e contratos, reorganização interna e busca por novas receitas.
Por enquanto, a greve dos Correios segue sem data para acabar. Quem aguarda uma encomenda deve consultar o rastreamento e acompanhar novos comunicados da empresa enquanto o processo trabalhista avança.




