Indicação visual de conteúdo ao vivo no site
Indicação visual de conteúdo ao vivo

PrEP no SUS: quem poderá receber a injeção contra o HIV

Cabotegravir de longa duração está em avaliação e deve ampliar as opções de prevenção para pessoas com maior vulnerabilidade
Seringa com agulha aplicada sobre uma bancada, enquanto luvas médicas e estetoscópio aparecem ao fundo, sugerindo preparo para injeção preventiva contra HIV no Brasil. Foto: unsplash.

A injetável no SUS para prevenção do HIV avança no processo de incorporação em 2026. O cabotegravir de longa duração está em avaliação pela Conitec, com previsão de uso a cada dois meses, mas os critérios finais para a oferta pública ainda dependem da conclusão do processo.

Quem deve receber as primeiras doses

A proposta em análise considera inicialmente pessoas com maior vulnerabilidade ao HIV que não usam a PrEP oral. O foco está em quem enfrenta dificuldades sociais ou problemas para manter o acompanhamento necessário nos serviços de saúde.

Esse direcionamento aparece no relatório preliminar da Conitec sobre o cabotegravir. O documento foi publicado em agosto de 2026 e passou por consulta pública entre os dias 10 e 31 daquele mês.

A prioridade não significa que todos os usuários atuais da PrEP oral deverão trocar de método. A proposta considera diferentes formas de prevenção e leva em conta as condições de acesso e acompanhamento de cada pessoa.

Critérios ainda podem mudar

A definição final dos grupos atendidos ainda não foi publicada. Por isso, idade, condições específicas e regras para receber as primeiras aplicações podem sofrer alterações até a conclusão da incorporação.

O Ministério da Saúde informou que a escolha de novas tecnologias de prevenção considera evidências científicas, aspectos econômicos e condições de acesso.

Como funciona o injetável no SUS

O medicamento em avaliação é o cabotegravir. Ele pertence à classe dos antirretrovirais e atua contra uma etapa necessária para a multiplicação do HIV.

A Anvisa já aprovou o cabotegravir injetável como PrEP para adultos e adolescentes com mais de 12 anos, peso mínimo de 35 quilos e risco aumentado de adquirir o HIV.

O esquema prevê uma aplicação inicial e outra um mês depois. Após essa fase, as doses de manutenção são administradas a cada dois meses.

Antes do início, a pessoa precisa ter resultado negativo para HIV. O acompanhamento também exige novas testagens durante o uso da profilaxia.

PrEP oral continua disponível

A chegada do cabotegravir não significa o fim da PrEP em comprimidos. O Ministério da Saúde informa que a modalidade oral já faz parte das estratégias oferecidas pelo SUS.

A escolha entre as opções depende da situação de cada usuário. Para algumas pessoas, manter o comprimido pode ser mais adequado. Para outras, as aplicações periódicas podem facilitar a continuidade da prevenção.

Em julho de 2026, o Ministério informou que 356 mil pessoas já haviam iniciado a PrEP oral no Brasil desde sua incorporação ao SUS.

Quando a PrEP injetável estará disponível

Ainda não existe uma data nacional definida para o início da distribuição. A tecnologia passou por avaliação da Conitec em 2026, mas a publicação de uma recomendação preliminar não representa, sozinha, a oferta imediata no SUS.

Enquanto o processo não termina, a prevenção do HIV continua disponível na rede pública por diferentes estratégias. O SUS oferece PrEP oral, PEP, preservativos, testagem e acompanhamento de saúde.

Assim, quem busca proteção contra o HIV deve procurar um serviço de saúde para conhecer as opções disponíveis atualmente. A definição sobre as primeiras pessoas que receberão o cabotegravir dependerá das regras finais de incorporação e implementação no sistema público.


Continua após a publicidade

Autor

  • Laís Seguin

    Formada em Jornalismo pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e atua na imprensa desde 2021 como repórter de cotidiano, comportamento e variedades. Produz conteúdos voltados ao dia a dia da população, com foco em informação acessível e de interesse regional.

VEJA TAMBÉM

Mpox_ saiba como ocorre a transmissão e como se prevenir da doença

Mpox: saiba como ocorre a transmissão e como se prevenir da doença

Novembro Azul quanto antes o diagnóstico, maiores as chances de cura do câncer de próstata

Novembro Azul reforça a importância do cuidado integral com a saúde do homem

Anvisa proíbe venda de linguiça: foto de linguiças penduradas à venda, com destaque para o alerta sanitário após identificação de bactéria potencialmente perigosa.

Anvisa proíbe venda de linguiça após encontrar bactéria que pode causar infecção grave

Anvisa aprova ampliação do uso do Implanon para cinco anos

Anvisa amplia uso do Implanon NXT de 3 para 5 anos; entenda

Gostaria de receber as informações da região no seu e-mail?

Preencha seus dados para receber toda sexta-feira de manhã o resumo de notícias.