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Mpox: saiba como ocorre a transmissão e como se prevenir da doença

Vírus pode se espalhar pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais e objetos contaminados; reconhecer os sintomas ajuda a interromper a transmissão

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV e pode ser transmitida principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas. Para reduzir o risco de contágio, as autoridades de saúde recomendam evitar o contato com lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais e procurar atendimento médico diante de sintomas compatíveis com a infecção.

Embora a maioria dos casos apresente evolução leve a moderada, a doença exige atenção. O reconhecimento dos sinais e a adoção de medidas preventivas ajudam a reduzir a circulação do vírus e a proteger pessoas mais vulneráveis.

Como ocorre a transmissão da mpox?

A transmissão acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, erupções cutâneas e fluidos corporais de uma pessoa infectada. O contato íntimo, incluindo relações sexuais, também pode favorecer o contágio quando há contato físico com as áreas afetadas.

Além disso, o vírus pode se espalhar pelo compartilhamento de roupas, toalhas, lençóis e outros objetos contaminados. A transmissão por secreções respiratórias também pode ocorrer em situações de contato próximo e prolongado.

Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as lesões cicatrizem completamente e uma nova camada de pele se forme. Por isso, o isolamento durante esse período é uma das principais medidas para evitar novos casos.

Quais são os sintomas da mpox?

Os sinais da doença podem variar de uma pessoa para outra. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Lesões ou erupções na pele;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares e no corpo;
  • Calafrios;
  • Fraqueza;
  • Aumento dos gânglios linfáticos, conhecido como ínguas.

As lesões podem aparecer no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e nas regiões genital e anal. Elas podem apresentar líquido e, posteriormente, formar crostas.

O período entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas costuma variar de três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Como as manifestações podem se parecer com as de outras doenças, a confirmação depende de avaliação de saúde e, quando indicado, de exames laboratoriais.

Como se prevenir da mpox?

A prevenção depende principalmente da redução do contato com o vírus e da adoção de cuidados de higiene. O Ministério da Saúde recomenda:

  • Evitar contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas ou tenham diagnóstico confirmado;
  • Não compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas, lençóis e utensílios;
  • Higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel;
  • Lavar roupas e roupas de cama que possam ter entrado em contato com uma pessoa infectada;
  • Limpar e desinfetar superfícies possivelmente contaminadas;
  • Evitar contato próximo com outras pessoas quando houver suspeita ou confirmação da doença.

Pessoas que cuidam de pacientes infectados devem seguir as orientações dos profissionais de saúde e utilizar equipamentos de proteção adequados.

Também é importante destacar que a mpox não está restrita a um grupo específico. Qualquer pessoa pode contrair o vírus ao ter contato próximo com alguém infectado.

Existe vacina contra a mpox?

Sim. O Brasil disponibiliza a vacinação para públicos específicos, conforme os critérios definidos pelo Ministério da Saúde e a disponibilidade de doses.

A estratégia pode contemplar pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença e indivíduos que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação das autoridades de saúde.

Por isso, quem acredita ter sido exposto ao vírus deve procurar um serviço de saúde para receber orientações sobre a necessidade de vacinação e outras medidas preventivas.

O que fazer em caso de suspeita?

Quem apresentar lesões na pele acompanhadas de febre, ínguas ou outros sintomas compatíveis deve procurar uma unidade de saúde para avaliação. Também é importante informar se houve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença.

Até receber orientação profissional, a pessoa deve evitar contato físico próximo, não compartilhar objetos pessoais e manter as lesões protegidas conforme orientação médica.

O diagnóstico precoce ajuda a orientar os cuidados necessários e a reduzir o risco de transmissão. A maioria dos pacientes apresenta melhora entre duas e quatro semanas, mas pessoas com maior risco de complicações podem precisar de acompanhamento específico.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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