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Efeito chicote: entenda os riscos de movimentos bruscos no pescoço

Além de acidentes de trânsito, movimentos bruscos podem ocorrer em outras situações e provocar diferentes tipos de lesão cervical
Mulher com expressão de dor e desconforto, apoiando a mão no rosto enquanto parece ter dor de cabeça ou incômodo, em ambiente externo próximo ao carro.

O efeito chicote, associado ao caso de Júlia Rimoli Bossoni, também pode ocorrer fora dos parques de diversões. A jovem sofreu um grave traumatismo craniano após andar na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O movimento também pode ocorrer no trânsito, principalmente em situações de impacto ou freadas bruscas.

Esse movimento brusco pode esticar os músculos, ligamentos e tendões do pescoço além do limite normal e provocar lesões. A intensidade do movimento pode influenciar os efeitos sobre a região, especialmente quando a cabeça se movimenta de forma repentina em relação ao corpo.

Sintomas

A intensidade dos sintomas do “efeito chicote” pode variar de acordo com o caso. Entre os sinais mais comuns estão:

  • dor no pescoço;
  • rigidez;
  • dor de cabeça;
  • tontura;
  • fadiga;
  • dificuldade para movimentar o pescoço;
  • dor nos ombros ou nas costas.

Nos casos mais graves, podem ocorrer lesões nos discos cervicais, fraturas vertebrais ou lesões na medula espinhal. Essas situações podem provocar outros sintomas, como:

  • dormência;
  • formigamento;
  • fraqueza nos braços ou nas pernas.

Diagnóstico

A avaliação do “efeito chicote” considera as informações sobre o quadro do paciente, os sintomas apresentados e o exame físico realizado por um profissional de saúde.

Em determinadas situações, exames de imagem podem ser indicados, entre eles radiografias, ressonância magnética e tomografia computadorizada. Esses procedimentos são utilizados para verificar a extensão das lesões e descartar outras condições.

Histórico

Uma jovem sofreu um traumatismo cranioencefálico após passar mal durante um passeio na montanha-russa Montezum, do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O episódio ocorreu em abril e levou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) a abrir uma investigação para apurar o caso. O órgão também solicitou uma perícia na atração. As informações foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (20).

De acordo com a reportagem, Júlia Bossoni foi de Londrina (PR) a Vinhedo acompanhada do marido, João Pedro. O casal andou duas vezes na Montezum no mesmo dia. Durante a segunda passagem pelo brinquedo, Bossoni esposa perdeu a consciência e teve convulsões.

Júlia permaneceu 57 dias internada e recebeu o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico (TCE).

Mulher dirigindo um carro, segurando o volante com as duas mãos, em um ambiente urbano ao fundo. Foto em perspectiva do banco do motorista.
Impactos e movimentos bruscos podem estirar músculos, ligamentos e tendões do pescoço. – Crédito: Freepik


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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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