Com as condições climáticas mudando constantemente, com dias de chuva e outros de sol, a população pode não entender o que influencia essas mudanças no tempo. Um dos fatores que ajudam a explicar esse cenário é a evolução do El Niño ao longo dos meses, desde que chegou em junho deste ano.
Conforme os meses passaram, o fenômeno climático foi ganhando força. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em julho, as condições climáticas já apresentavam mudanças, com dias de chuva intercalados por períodos de sol.
No Brasil, os efeitos do El Niño podem ser percebidos de diferentes formas. O fenômeno favorece períodos de seca prolongada nas regiões Norte e Nordeste, enquanto no Sul pode provocar chuvas mais intensas e volumosas.
Evolução
De acordo com o Inmet, no início de setembro, o fenômeno apresentava sinais de que poderia ser um dos eventos mais fortes registrados desde 1950. A avaliação considera as anomalias na temperatura da superfície do mar, que ultrapassaram 3,0 °C no Pacífico Equatorial Leste.
Segundo as projeções, há mais de 90% de probabilidade de que o fenômeno alcance forte intensidade durante a primavera e o verão de 2026 e 2027 no Hemisfério Sul.
Impacto no Brasil
As projeções climáticas para o trimestre de setembro, outubro e novembro indicam diferentes padrões de chuva e temperatura no país, influenciados pela evolução do El Niño. Em São Paulo, a expectativa é de volumes de chuva acima da média histórica em algumas áreas do estado.
O mesmo cenário é esperado em partes de Mato Grosso do Sul. Em sentido oposto, regiões como Norte e Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo, apresentam maior probabilidade de registrar chuva abaixo da média.
As temperaturas, por sua vez, tendem a permanecer acima da média. Ainda assim, a passagem de massas de ar frio pode provocar quedas pontuais nos termômetros, especialmente durante a transição entre o inverno e a primavera.
Primavera
A primavera chegou nesta terça-feira (22), deve ser marcada por uma elevação gradual das temperaturas em relação ao inverno. Nas regiões Norte e Nordeste, além de pontos isolados do interior do país, as temperaturas médias podem ultrapassar os 28 °C.
O aumento do calor ao longo da estação pode favorecer diferentes condições:
- Ondas de calor: maior frequência e intensidade, aumentando o desconforto térmico para a população;
- Evapotranspiração: o aumento das temperaturas pode intensificar o processo e alterar a umidade do solo;
- Tempestades: o contraste entre o ar quente e a passagem de frentes frias pode favorecer a formação rápida de tempestades severas.





