Mãe e filha que morreram vítimas de câncer, com apenas 10 horas de diferença, foram sepultadas juntas em Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. A história de Cibele Fernanda Marchis, de 28 anos, e Maria Elisabete Nogueira, de 56, conhecida como “Bia”, repercutiu nas redes sociais nesta sexta-feira (25/9).
As duas enfrentavam tipos diferentes da doença e estavam internadas em hospitais distintos do município. Cibele morreu no início da quinta-feira (24/9). Naquele momento, Bia estava sedada e não chegou a saber que a filha havia morrido.
A segunda morte ocorreu poucas horas depois. Durante a madrugada de sexta-feira, enquanto familiares acompanhavam o velório de Cibele, a família recebeu a notícia de que Bia também havia falecido.
De acordo com relatos de parentes, mãe e filha costumavam dizer que não queriam vivenciar a dor de perder uma à outra. A proximidade entre os dois falecimentos fez com que nenhuma delas precisasse receber a notícia sobre a morte da outra.
A história ganhou repercussão nas redes sociais justamente pela sequência dos acontecimentos e pela realização conjunta do sepultamento.
Homenagem
No sábado, Eloá Righi, sócia de Cibele, publicou uma homenagem à amiga. Na mensagem, destacou que, apesar dos anos de tratamento, Cibele não permitiu que a doença definisse sua vida.
Eloá também relembrou os ensinamentos que afirma ter recebido da amiga e destacou características como força e amor.
Na homenagem, Eloá Righi afirmou que Cibele a ensinou a evitar julgamentos precipitados e a considerar a dor do outro antes de tomar decisões. Também destacou os ensinamentos que recebeu da amiga sobre amor, acolhimento e resiliência.
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