Com a confirmação do segundo turno das Eleições 2026, os eleitores voltam às urnas no dia 25 de outubro. A disputa reúne Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Entre as principais dúvidas dos trabalhadores, o futuro da remuneração mínima ganha destaque.
Os candidatos apresentam diretrizes econômicas opostas nos planos de governo entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula defende a valorização real do salário mínimo por força de lei. Já Flávio Bolsonaro foca no aumento do poder de compra por meio do alívio de impostos.
Propostas de Lula: valorização do salário mínimo e jornada reduzida
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva quer manter a política de valorização real do salário mínimo. A proposta estabelece reajustes anuais acima da inflação. A medida busca garantir ganho efetivo na renda de trabalhadores, aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A campanha petista utiliza o piso salarial nacional como ferramenta para distribuir renda. O objetivo é combater a pobreza extrema e reaquecer o mercado interno pelo consumo das famílias.
Principais pontos do plano de Lula:
- Aumento real do piso salarial: Reajustes anuais garantidos acima da inflação oficial.
- Redução da jornada de trabalho: Transição gradual para 40 horas semanais, sem corte nos salários.
- Isenção do Imposto de Renda: Manutenção da isenção do IR para ganhos de até R$ 5.000 mensais.
- Responsabilidade e investimentos: Manutenção do Novo Arcabouço Fiscal combinada com recursos do Novo PAC para infraestrutura e indústria.
- Trabalho por aplicativos: Regulamentação da categoria com garantias trabalhistas e proteção social.
Propostas de Flávio Bolsonaro: redução de impostos e encargos sobre a folha
O candidato Flávio Bolsonaro não fixa um valor ou meta para o reajuste do salário mínimo. O plano enviado ao TSE foca no aumento do poder de compra do trabalhador. A estratégia prioriza a queda da inflação, o corte de juros e a redução de impostos sobre consumo, energia e combustíveis.
Para impulsionar a contratação com carteira assinada, o plano prevê a redução de encargos sobre a folha de pagamento. A proposta reduz os custos das empresas sem retirar direitos trabalhistas garantidos na Constituição.
Principais pontos do plano de Flávio Bolsonaro:
- Poder de compra via alívio fiscal: Queda no custo de vida por meio da redução de impostos indiretos.
- Menor custo de contratação: Diminuição gradual de encargos trabalhistas para incentivar o emprego formal.
- Contratos com menor custo de folha: Regimes especiais para jovens de 18 a 24 anos e pessoas acima de 50 anos desempregadas há mais de um ano.
- Prevalência do negociado: Estímulo às negociações diretas entre patrões e empregados sobre jornada e trabalho.
- Corte de gastos públicos: Redução da máquina estatal (chamada de “tesouraço”), extinção de ministérios e criação do programa Minha Primeira Empresa.
| Ponto Principal | Descrição do Plano |
|---|---|
| Poder de compra via alívio fiscal | Queda no custo de vida por meio da redução de impostos indiretos. |
| Menor custo de contratação | Diminuição gradual de encargos trabalhistas para incentivar o emprego formal. |
| Contratos com menor custo de folha | Regimes especiais para jovens de 18 a 24 anos e pessoas acima de 50 anos desempregadas há mais de um ano. |
| Prevalência do negociado | Estímulo às negociações diretas entre patrões e empregados sobre jornada e trabalho. |
| Corte de gastos públicos | Redução da máquina estatal (chamada de “tesouraço”), extinção de ministérios e criação do programa Minha Primeira Empresa. |




