O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, mudaram de posicionamento sobre temas de repercussão nacional ao longo de suas trajetórias políticas. Entre os assuntos estão o Bolsa Família, a redução da maioridade penal, o fim da escala 6×1 e a taxação de compras internacionais.
Flávio Bolsonaro muda discurso sobre o Bolsa Família
Flávio Bolsonaro já fez críticas ao Bolsa Família em publicações no X, antigo Twitter. Em 2011, ao comentar o reajuste do benefício, escreveu: ” Financimento púb de campanha do pt!”. Em 2013, voltou a criticar o programa e afirmou que “o pt perpetua a pobreza com o ‘bolsa-farelo'”.
Nas eleições deste ano, porém, o senador passou a defender a manutenção do benefício para famílias de baixa renda. Entre as propostas apresentadas, ele afirmou que pretende permitir que os beneficiários continuem recebendo o auxílio por até dois anos após conseguirem um emprego formal ou abrirem uma empresa.
Lula muda posição sobre redução da maioridade penal
O presidente Lula também mudou de posicionamento sobre a redução da maioridade penal. Anteriormente contrário à medida, ele passou a defender que a idade mínima para a responsabilização penal seja reduzida de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.
Em fevereiro de 2007, após o assassinato do menino João Hélio, Lula defendeu que reduzir a idade mínima para a prisão não resolveria o problema. Em 2015, o presidente manteve o posicionamento contrário à mudança.
A posição mudou durante a campanha eleitoral deste ano. Em sabatina exibida pela TV Globo em 15 de outubro, Lula se mostrou favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.
Flávio Bolsonaro muda de posição sobre a escala 6×1
Durante a campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro defendeu uma alternativa ao fim da escala 6×1, baseada na flexibilização dos contratos de trabalho e na negociação direta entre funcionários e patrões. A proposta também incluía a possibilidade de pagamento por hora trabalhada.
Mesmo com a aproximação da votação no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1, o senador continuava defendendo sua própria alternativa. O posicionamento mudou perto da votação e já na reta final da campanha eleitoral, quando Flávio votou a favor do fim da escala.
Lula muda posição sobre a taxação das blusinhas
O governo Lula também mudou de posicionamento em relação à taxação de compras internacionais de até US$ 50. Em 2023, a gestão defendia a tributação como forma de proteger o comércio e a indústria nacionais da chamada concorrência desleal.
A posição mudou em abril deste ano, quando Lula classificou a medida como desnecessária em declarações aos veículos Brasil 247, Revista Fórum e Diário do Centro do Mundo (DCM).
Em maio, o presidente editou uma medida provisória (MP) para zerar o imposto nessa faixa de valor. Após negociações com os presidentes das Câmaras, Lula extinguiu, em setembro deste ano, a cobrança do imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50.




