Um piloto conseguiu pousar um avião monomotor em segurança após uma linha chilena cortar a asa e danificar a região do tanque de combustível durante um voo no interior de São Paulo, no último sábado (17). Um vídeo registra o vazamento após o impacto. Apesar dos danos, Rudolph Ochsendorf conseguiu chegar a uma pista de um condomínio aeronáutico em Bragança Paulista (SP). Agora, ele estima gastar cerca de R$ 35 mil para reparar a aeronave.
Linha chilena corta asa e danifica tanque de combustível
O avião decolou de um aeródromo de Atibaia (SP) com destino a Bragança Paulista. Durante o trajeto, a linha cortante atingiu uma das asas e danificou a região do tanque de combustível.
Ao perceber o impacto, Ochsendorf manteve a calma e avaliou as condições da aeronave. Segundo ele, os danos não comprometeram a estrutura do avião. Além disso, o piloto contou que já enfrentou outras duas ocorrências semelhantes, mas nunca havia sofrido prejuízos tão graves.
Naquele momento, sua principal preocupação era perder combustível antes de chegar ao destino. No entanto, o monomotor conta com um tanque em cada asa, e o combustível disponível no lado esquerdo permitia concluir o percurso.
O piloto explicou que ainda teria cerca de 30 minutos de autonomia com o combustível desse tanque. Como o trajeto até Bragança Paulista levaria aproximadamente sete minutos, ele conseguiu prosseguir até o destino e pousar em segurança.
Após a aterrissagem, Ochsendorf encontrou a linha que atingiu o avião na cabeceira da pista.
Piloto estima prejuízo de R$ 35 mil
Depois do pouso, Ochsendorf enviou imagens dos danos ao fabricante da aeronave, que realizou uma avaliação técnica. A análise confirmou que o impacto não comprometeu a estrutura do avião.
Mesmo assim, o monomotor precisará de reparos na asa e na região do tanque de combustível. Por isso, o proprietário estima um gasto de aproximadamente R$ 35 mil para consertar a aeronave.
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Linha chilena pode comprometer a segurança dos voos
Além dos prejuízos materiais, linhas chilenas e cerol representam riscos à segurança da aviação. De acordo com Priscila Dower Mendizabal, gestora de segurança operacional em aviação, esses materiais podem cortar diferentes partes de uma aeronave e danificar componentes essenciais para a estabilidade e a sustentação durante o voo.
Consequentemente, dependendo da região atingida, o corte pode prejudicar o comportamento aerodinâmico do avião e aumentar o risco de acidentes.
A especialista também alertou para os perigos de soltar pipas nas proximidades de aeroportos e aeródromos. Segundo ela, não existe uma regra específica que determine uma distância mínima para essa prática nesses locais.
Diante disso, Priscila defende que as restrições aplicadas à operação de drones perto de instalações aeroportuárias sirvam como referência para discutir medidas semelhantes em relação às pipas.
Apesar da ausência de uma distância mínima específica para soltar pipas, a legislação proíbe o uso de linhas cortantes, como a linha chilena e o cerol.
O que diz a Anac
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alerta que soltar pipas perto de aeroportos e aeródromos pode colocar em risco a segurança do transporte aéreo.
Por esse motivo, os operadores desses locais monitoram a situação e podem acionar os órgãos de segurança pública sempre que necessário.




