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Falso atendente bancário: veja os sinais do golpe e como proteger seu dinheiro

Criminosos se passam por funcionários de bancos para obter senhas e induzir vítimas a fazer transferências; operação da Polícia Civil identificou 2,7 mil linhas telefônicas ligadas a uma quadrilha investigada por prejuízo de R$ 1,27 milhão

O golpe do falso atendente bancário é uma das formas de fraude financeira em que criminosos se passam por funcionários de instituições bancárias para obter dados pessoais, senhas e acesso a contas. A abordagem geralmente ocorre por telefone ou mensagens, com alegações de compras suspeitas, clonagem de cartão ou problemas na conta. Para evitar prejuízos, a Polícia Civil orienta a população a desconfiar de contatos inesperados e nunca realizar operações financeiras a pedido de desconhecidos.

Na terça-feira (20), a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação contra uma organização criminosa investigada por aplicar esse tipo de golpe e causar um prejuízo estimado em R$ 1,27 milhão. Durante as apurações, os investigadores localizaram, em Presidente Venceslau, no interior paulista, 2,7 mil linhas telefônicas virtuais relacionadas ao grupo. Além disso, foram identificados 114 boletins de ocorrência registrados no estado com possível participação dos suspeitos.

A investigação começou depois que um idoso de 80 anos, morador de Presidente Venceslau, perdeu R$ 180 mil. Segundo as apurações, os criminosos se apresentaram como funcionários de uma instituição bancária e convenceram a vítima de que havia um problema com sua conta. Com isso, induziram o homem a realizar uma transferência bancária.

Como funciona o golpe do falso atendente bancário

Na fraude, o criminoso entra em contato com a vítima e afirma ter identificado uma compra desconhecida, uma tentativa de invasão ou alguma irregularidade na conta. Para tornar a história convincente, pode utilizar informações pessoais e simular procedimentos de segurança semelhantes aos de uma central de atendimento.

Durante a conversa, o falso atendente pode pedir que a vítima acesse o aplicativo do banco, clique em links, instale programas ou transfira dinheiro para uma conta indicada por ele. Sob o argumento de proteger o saldo ou cancelar uma compra, o golpista induz a pessoa a fornecer dados ou autorizar operações financeiras.

No entanto, o cliente não deve seguir instruções financeiras recebidas em ligações ou mensagens inesperadas. Se houver suspeita de fraude, a orientação é encerrar o contato e procurar a instituição por um canal oficial, como o aplicativo do banco ou o telefone impresso no cartão.

As instituições financeiras não precisam que o cliente transfira dinheiro para uma suposta conta segura a fim de cancelar uma compra suspeita. Por isso, pedidos desse tipo devem ser tratados como sinais de alerta.

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Golpe do falso motoboy também exige atenção

Outra modalidade de fraude é o golpe do falso motoboy. Nesse caso, o criminoso telefona para a vítima e afirma que o cartão foi clonado ou utilizado em uma compra desconhecida. Em seguida, diz que um representante do banco irá até a residência para recolher o cartão.

Em algumas abordagens, o golpista pede que a vítima informe a senha ou corte o cartão antes de entregá-lo. Entretanto, mesmo com o plástico cortado, o chip pode permanecer intacto e permitir o uso fraudulento.

Por isso, nunca entregue o cartão bancário a terceiros, mesmo que a pessoa apresente um crachá ou afirme trabalhar para a instituição financeira. Se houver suspeita de clonagem, entre em contato com o banco pelos canais oficiais, solicite o bloqueio e siga as orientações para inutilizar o cartão.

Veja como identificar uma tentativa de golpe

Alguns comportamentos podem indicar que uma ligação ou mensagem é fraudulenta. Entre os principais sinais estão:

FIQUE ATENTO AOS SINAIS DE GOLPE

Veja o que observar para não cair na fraude.

Pedido de senha ou código de segurança

Não informe senhas bancárias nem compartilhe códigos de autenticação recebidos por SMS ou outros canais.

Solicitação de Pix ou transferência

Desconfie de orientações para enviar dinheiro a uma conta supostamente segura ou cancelar uma operação.

Links suspeitos

Evite acessar links ou instalar aplicativos indicados por contatos não verificados.

Pressão para agir rapidamente

Criminosos podem ameaçar bloquear a conta ou afirmar que o dinheiro será perdido se a vítima não seguir as instruções.

Pedido para entregar o cartão

Não entregue o cartão a supostos representantes do banco que compareçam à sua residência.

Ligação com aparência oficial

O número exibido na tela não comprova a identidade de quem está ligando.

Em caso de dúvida, desligue o telefone e procure o banco por um canal oficial.

Diante de qualquer suspeita, desligue o telefone e procure o banco por um canal oficial. Também evite retornar a números fornecidos pelo próprio interlocutor ou seguir procedimentos indicados durante a ligação.

O que fazer se cair no golpe do falso atendente bancário

Quem fornecer dados bancários, entregar um cartão ou realizar uma transferência após contato suspeito deve agir rapidamente para reduzir possíveis prejuízos.

1. Entre em contato com o banco

Informe o ocorrido, solicite o bloqueio do cartão e dos acessos comprometidos e conteste as transações que não reconhece. Guarde os protocolos de atendimento.

2. Se houver transferência via Pix, comunique a instituição imediatamente

Solicite a análise da operação e a adoção dos procedimentos disponíveis para tentar recuperar o dinheiro. A recuperação não é garantida, mas agir rapidamente pode ajudar na avaliação do caso.

3. Preserve as provas

Guarde comprovantes, extratos, mensagens, e-mails, números de telefone e registros das ligações. Esses materiais podem contribuir para a apuração da fraude.

4. Registre um boletim de ocorrência

Relate como o golpe aconteceu e apresente as informações disponíveis. Em São Paulo, o registro pode ser feito pela Delegacia Digital da Polícia Civil, conforme as opções oferecidas pelo sistema, ou presencialmente em uma delegacia.

O contato com o banco e o registro da ocorrência são medidas complementares. Mesmo após comunicar a instituição financeira, é importante formalizar a denúncia e guardar os protocolos.

EM CASO DE GOLPE, SAIBA O QUE FAZER

Suspeitou de uma fraude?

Encerre o contato e procure o banco pelos canais oficiais.

Já realizou uma transferência?

Avise a instituição financeira imediatamente e solicite a análise da operação.

Precisa denunciar?

Registre um boletim de ocorrência pela Delegacia Digital da Polícia Civil de São Paulo, conforme as opções disponíveis, ou procure uma delegacia presencialmente.

Tem provas do golpe?

Preserve mensagens, comprovantes, extratos e números utilizados pelos suspeitos.

Em caso de fraude, entre em contato com o banco o quanto antes.

Polícia orienta população a confirmar contatos bancários

A principal medida de prevenção é não executar operações financeiras sob orientação de alguém que entrou em contato inesperadamente. Se receber um alerta sobre compras suspeitas ou problemas na conta, o cliente deve verificar a informação diretamente com a instituição financeira, utilizando canais oficiais.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) também disponibiliza a cartilha “Golpe Tô Fora”, com orientações para prevenir crimes de estelionato e fraudes financeiras. O material pode ser consultado neste link oficial.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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