Sem apresentar provas, Eduardo Bolsonaro (PL) questionou o resultado da eleição presidencial vencida por Lula (PT) em um vídeo publicado em inglês, no qual pede pressão internacional para que a vitória do petista não seja reconhecida.
Para sustentar suas alegações, Eduardo cita pesquisas eleitorais e os votos dos candidatos que não chegaram ao segundo turno, questionando o crescimento da votação de Lula na etapa final. Segundo ele, esse aumento seria “estatisticamente impossível”, mas não há evidências de fraude apresentadas no vídeo.
O ex-deputado também questiona a diferença entre os resultados do primeiro e do segundo turnos e critica a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o horário de votação.
“Como Flávio disse, precisamos cancelar esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional. Precisamos que vocês compartilhem este vídeo”, declarou.
Anulação da votação
Com 97% das urnas apuradas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, às 21h08 de ontem (25), a reeleição de Lula à Presidência. O atual presidente obteve 51,74% dos votos, contra 48,26% de Flávio, em uma virada inédita na disputa.
Após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro declarou que não reconhece a derrota para Lula e afirmou que pretende pedir a anulação da eleição.
Flávio classificou o resultado como “sacanagem”, disse ser “impossível” reconhecê-lo e anunciou que acionaria sua equipe jurídica para solicitar a anulação do pleito.
Eduardo vive nos EUA
Morando nos Estados Unidos desde 2025, Eduardo Bolsonaro teve o mandato declarado perdido pela Mesa Diretora da Câmara em dezembro daquele ano, em razão do excesso de faltas às sessões.
Em junho, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) também o condenou por unanimidade por coação no curso do processo. O julgamento ocorreu após a Corte aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O ex-deputado atuou junto ao governo americano para promover ações contra o Brasil e tentar interferir no processo em que seu pai, Jair Bolsonaro, é julgado pela trama golpista.

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