O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pausou momentaneamente a divulgação da apuração do segundo turno das Eleições 2026 após decisão do ministro Cristiano Zanin prorrogar a votação até às 19h. Apesar disso, a primeira parcial dos votos contabilizados até então já mostrava um dos candidatos à frente na disputa.
Com 1.225 sessões totalizadas, o equivalente a 0,25% das 499.248 no país, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 193.574 votos válidos, o que representa 57,66% do total. Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, soma 142.169 votos, ou 42,34%. Ao todo, foram 335.743 votos válidos nessa primeira parcial.
O sistema do TSE também aponta que, até as 17h06min27s, foram registrados 4.158 votos em branco e 5.153 nulos. Esses votos não são considerados válidos para a escolha do próximo presidente da República (veja abaixo).

Os números serão atualizados na próxima divulgação do sistema, e consideram apenas os votos recebidos pelos candidatos até às 17h, horário em que a votação deveria ser encerrada. Como o prazo foi prorrogado e a votação continua, a divulgação dos dados foi interrompida temporariamente para garantir a igualdade do pleito.
Por que a votação prorrogou?
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o horário de votação em todo o Brasil após um pedido apresentado pela campanha de Lula (PT), que apontou problemas no transporte público em diferentes regiões do país. Entre as situações relatadas estavam a redução da frota de ônibus, longas filas, dificuldades para acessar a gratuidade e falhas em rotas destinadas a comunidades indígenas.
Principais problemas relatados no pedido:
- São Paulo: circulação de menos ônibus do que o previsto.
- Alagoas: falta de vans e micro-ônibus e longas filas.
- Pernambuco: dificuldades para acessar a gratuidade no transporte intermunicipal.
- Outros estados: relatos de redução da frota, ônibus que não paravam nos pontos e dificuldades de deslocamento.
Além da prorrogação, a campanha de Lula pediu que autoridades policiais atuassem contra possíveis responsáveis por dificultar o exercício do voto. Também solicitou que fossem distribuídas senhas às pessoas que estivessem nas filas às 17h, para garantir o atendimento dos eleitores presentes nos locais de votação.
Já a campanha de Flávio (PL) pediu mais duas horas de votação em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul afetados por fortes chuvas, falta de energia elétrica e pela cheia do rio Uruguai.




