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Auxiliar de ex-técnico do Guarani aciona clube na Justiça por falta de pagamentos

Bugre acumula ações trabalhistas e já enfrenta cobranças superiores a R$ 4,7 milhões
Lucas Andrade, ex-auxiliar do Guarani.

A lista de ações trabalhistas contra o Guarani ganhou mais um nome. Lucas Andrade, ex-auxiliar técnico de Elio Sizenando, entrou na Justiça contra o Bugre e cobra R$ 58.886,66. A defesa alega que o clube deixou de realizar pagamentos referentes ao período em que o profissional trabalhou no Brinco de Ouro.

O processo foi distribuído na 4ª Vara do Trabalho de Campinas e reúne cobranças referentes aos dias trabalhados em agosto, além de verbas rescisórias, como férias e 13º salário proporcionais.

Além disso, o profissional também solicita o pagamento de multas, depósitos do FGTS e uma indenização pela rescisão antecipada do contrato, que tinha validade até 31 de outubro.

A defesa de Lucas Andrade pede ainda que os valores discutidos no processo não sejam incluídos na recuperação judicial do Guarani. O argumento é de que as obrigações surgiram depois do pedido de recuperação e, por isso, não deveriam seguir as condições de pagamento estabelecidas no procedimento.

Atualmente no Capivariano, o auxiliar trabalhou no Guarani entre março e agosto deste ano. Durante o período, acompanhou Elio Sizenando em 18 das 19 rodadas da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro.

Guarani acumula cobranças na Justiça

A ação de Lucas Andrade amplia a lista de processos trabalhistas contra o clube. Além do auxiliar, o ex-técnico Elio Sizenando e o também ex-auxiliar Henrique Lima recorreram à Justiça cobrando pagamentos.

Ex-jogadores, como Emerson Júnior, Ynaiã, Diego Torres e Isaque, também aparecem entre os profissionais que ingressaram com ações contra o Bugre. Os valores reivindicados já ultrapassam R$ 4,7 milhões.

O cenário reflete as dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube, que convive com atrasos salariais e pendências relacionadas aos direitos de imagem. A situação preocupa os bastidores do Brinco de Ouro e pode resultar em novas cobranças judiciais.

Em meio ao momento delicado vivido pelo Guarani, o presidente Rômulo Amaro ainda não se pronunciou oficialmente à torcida desde a eliminação da equipe na Série C, no fim de agosto.

Enquanto isso, o Guarani aguarda a votação da proposta de transformação do futebol em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), apresentada pelo empresário Roberto Graziano. A decisão dos associados está prevista para 19 de novembro e é vista internamente como uma possibilidade de amenizar a crise financeira.

Rômulo Amaro, presidente do Guarani / Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC


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Autor

  • Marcelo Castro

    Colaborador do VTV News e comentarista esportivo. Atua na cobertura dos principais clubes do interior paulista e da Baixada Santista, com destaque para Santos, Guarani, Ponte Preta e Red Bull Bragantino. Já foi locutor e produtor na Rádio Mix FM Santos, apresentando quadros voltados ao esporte, notícias e entretenimento.

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