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Governo veta projeto que aumentava o novo número de deputados federais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a proposta aprovada pelo Congresso que ampliava o número de cadeiras no legislativo.
Palácio do Planalto (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou nesta quarta-feira (16) a proposta aprovada pelo Congresso que ampliava de 513 para 531 o número de deputados federais. A decisão do chefe do Executivo foi ancorada no argumento de que, diante do atual cenário de contenção fiscal, não há espaço para elevação de gastos públicos. Segundo o governo, a medida não respeita os princípios da eficiência administrativa nem da responsabilidade com o orçamento.

O veto atinge diretamente uma das respostas do Legislativo à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a redistribuição das cadeiras na Câmara dos Deputados com base nos dados do Censo Demográfico de 2022. Para evitar a redução de representantes em estados menos populosos, o Congresso optou por aumentar o total de vagas — movimento que geraria um impacto estimado de R$ 140 milhões anuais aos cofres públicos, por conta do chamado “efeito cascata”.

Lula lidera intenção de voto (Foto: Lucas Landau/BRICS Brasil)
Foto: Lucas Landau/BRICS Brasil

A proposta vetada passou no Senado com apenas um voto a mais do que o necessário, dado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e foi alvo de forte rejeição popular. De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada no mesmo dia do veto, 85% da população se opõe ao aumento no número de parlamentares.

Mesmo com a sinalização do Planalto, líderes do Congresso já indicaram que vão articular a derrubada do veto. Ainda assim, Lula optou por marcar posição política, afirmando em reunião com auxiliares que o eventual custo político da medida recairá exclusivamente sobre o Legislativo.

(Comentários no Instagram oficial da Câmara dos Deputados / Foto: Reprodução)

Contexto de embates e retomada de popularidade

O veto ocorre em meio a um cenário de tensão entre o Executivo e o Congresso. Em junho, o governo sofreu uma derrota com a derrubada do decreto presidencial que aumentava a alíquota do IOF. A reação do Planalto foi recorrer ao STF, que, por meio do ministro Alexandre de Moraes, validou a maior parte do decreto, em decisão divulgada nesta quarta.

Paralelamente, os dados mais recentes da pesquisa Genial/Quaest mostram uma leve recuperação na avaliação do governo: a aprovação subiu de 40% para 43%, enquanto a rejeição caiu de 57% para 53%. O movimento foi impulsionado, em parte, pela repercussão do tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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