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Kelley Mack: atriz de ‘The Walking Dead’ morre aos 33 anos vítima de tumor raro

Mack faleceu em sua cidade natal, Cincinnati, nos Estados Unidos, após enfrentar um glioma no sistema nervoso central

A atriz norte-americana Kelley Mack, conhecida por participações em séries como “The Walking Dead9-1-1 e Chicago Med“, morreu no dia 2 de agosto, aos 33 anos. A informação foi confirmada pela família em um comunicado à imprensa.

Segundo a revista Variety, Mack faleceu em sua cidade natal, Cincinnati, nos Estados Unidos, após enfrentar um glioma no sistema nervoso central, um tipo raro e agressivo de tumor cerebral.

Formada em cinematografia pela Dodge College of Film, da Chapman University, Mack iniciou a carreira artística ainda na infância, atuando em comerciais depois de ganhar uma câmera de vídeo de presente. Seu primeiro grande reconhecimento veio com o curta The Elephant Garden, que lhe rendeu um prêmio da Tisch School of the Arts e uma exibição premiada no Festival de Cinema de Tribeca, em 2008.

Na televisão, seu papel de maior destaque foi como Addy, na 9ª temporada de The Walking Dead. Ela também interpretou Penelope Jacobs em Chicago Med e participou da série 9-1-1, da FOX. No cinema, atuou em produções como Broadcast Signal Intrusion, Delicate Arch e Universal, este último ainda inédito.

Além de atuar, Kelley Mack também escrevia roteiros ao lado da mãe, Kristen Klebenow. Juntas, trabalharam em diversos projetos, incluindo On The Black, drama ambientado no beisebol universitário dos anos 1950, inspirado na história dos avós maternos da atriz.

Kelley deixa os pais, Kristen e Lindsay Klebenow, a irmã Kathryn, o irmão Parker e os avós Lois e Larry Klebenow.

O que é o glioma, tumor raro que vitimou a atriz Kelley Mack

glioma é um tumor que se origina nas células gliais, responsáveis por dar suporte e proteção aos neurônios no cérebro e na medula espinhal. Essas células formam a “cola” do sistema nervoso central (daí o nome “glia”, que vem do grego e significa “cola”). Quando sofrem mutações genéticas, podem dar origem a tumores que comprometem funções neurológicas essenciais, como coordenação motora, fala, visão e memória.

Existem diferentes tipos de gliomas, que variam em agressividade e localização, como astrocitomas, oligodendrogliomas e meningiomas .

Saiba mais sobre cada tipo

Astrocitomas — É o tipo mais comum de câncer. Os de Grau 1 e 2 costumam ser benignos, de crescimento lento e acometem, em sua maioria, pacientes mais jovens. Já os de Grau 3 e 4 e geralmente se instalam em pacientes a partir dos 40 anos, são malignos e o crescimento é mais rápido.

Oligodendrogliomas — É o segundo tipo de câncer mais frequente. Funciona igual os astrocitomas, a depender do grau, é maligno ou benigno, com crescimento mais rápido ou mais lento.

Meningiomas — Esses tipos possuem relação com os hormônios femininos e a gravidez, e por isso são mais comum em mulheres. Nesse caso, a taxa de tumores malignos é de apenas 10% dos casos.

O glioma que atingiu Mack foi descrito pela família como um tumor “raro e agressivo”, o que indica um caso de difícil tratamento, muitas vezes resistente à cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Diagnóstico e sinais de atenção

De acordo com o Instituto Vencer o Câncer, não há exames de rotina para diagnóstico precoce de câncer de cérebro. No entanto, o sintoma mais comum, principalmente em adultos, segundo o neurologista Flavio Sekeff Salem, é a dor de cabeça frequente. No caso das crianças, além de dor na cabeça, é mais comum dificuldade para andar, ficar de pé, vômito, fraqueza e visão dupla.

Outros sintomas que também podem acontecer são crise convulsiva, alterações de comportamento, alteração na sensibilidade do corpo e dormência da face.

“Qualquer sintoma mais persistente, independentemente da idade, deve ser investigado.”, disse a oncologista Camila Yamada.

Em caso de sinais de atenção, o médico pode pedir uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada do crânio.

Fatores de risco

Diferente de outros tipos de câncer, fatores de risco como cigarro e bebida alcoólica não está associado diretamente a uma maior incidência da doença, explicou a oncologista.

Uma das causas mais estabelecidas é a exposição à radiação ionizante, que acontece em casos de acidentes nucleares, por exemplo. Em outros, o fator hereditário pode influenciar no aparecimento da doença.


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Autor

  • Camila Borges dos Santos

    Jornalista formada pela Universidade Paulista em 2023, com experiência em apuração, produção de pautas, apresentação e cobertura de matérias jornalísticas em diferentes formatos.

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