O general da reserva Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa durante o governo Jair Bolsonaro (PL), foi o único entre os oito réus do chamado “Núcleo 1” a comparecer pessoalmente ao Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira (2), para o início do julgamento que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Com o braço imobilizado por conta de uma cirurgia recente, Nogueira chegou à Corte e limitou-se a uma breve declaração: “Confio na Justiça. Vou ficar quietinho aqui para ver o que vai acontecer.” A presença dos acusados no plenário não é obrigatória.

Bolsonaro e demais réus acompanham de casa
Os demais réus — entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro — optaram por não comparecer. Segundo seus representantes, todos acompanham a sessão de forma remota. A ausência coletiva evidencia o isolamento de Nogueira entre os investigados que ocupavam cargos estratégicos no alto escalão da República até o fim de 2022.
Julgamento será em cinco sessões
O caso é julgado pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O cronograma prevê que o julgamento se estenda ao longo de cinco sessões, com término previsto para 12 de setembro.
Essa é a primeira vez que o Supremo analisa formalmente o envolvimento de ex-integrantes do governo federal na tentativa de ruptura institucional ocorrida após as eleições presidenciais.