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Polícia de Americana apreende remédios ilegais de emagrecimento em ônibus

A abordagem no Jardim Santana em Americana. O ônibus ainda faria paradas em Americana e Campinas, rumo ao Rio de Janeiro.
Polícia apreende remédios ilegais, dias após apreender suplementos adulterados (Foto: Polícia civil de Americana)

A Polícia Civil de Americana (SP) prendeu seis pessoas nesta quarta-feira (3) após interceptar um ônibus vindo do Paraguai com destino ao Rio de Janeiro. A operação resultou na apreensão de medicamentos para emagrecimento e diversos produtos eletrônicos introduzidos no país sem o devido pagamento de impostos. A ação foi motivada por denúncias recebidas dois dias após a apreensão de quatro toneladas de suplementos alimentares adulterados na cidade.

A abordagem ocorreu na Avenida Nossa Senhora de Fátima, no Jardim Santana. O ônibus, segundo o motorista, já havia passado por Piracicaba e ainda faria paradas em Americana e Campinas antes de seguir viagem até o Rio de Janeiro.

Durante a vistoria no interior do veículo, os agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) localizaram uma bolsa contendo 32 embalagens de medicamentos para emagrecimento. O material foi identificado como pertencente a um estagiário de direito, passageiro do ônibus. Em nova verificação nas bagagens, mais cápsulas foram encontradas, além de celulares, tablets e itens de informática transportados ilegalmente.

Os seis passageiros envolvidos, incluindo o proprietário dos medicamentos, foram levados à sede da DIG para o registro da ocorrência. Os produtos de descaminho serão encaminhados para avaliação da Receita Federal.

Esquema de suplementos falsificados

Na segunda-feira (1º), a Polícia Civil havia deflagrado uma operação que resultou na apreensão de quatro toneladas de creatina, whey protein e outros suplementos alimentares adulterados. O material foi encontrado em uma distribuidora clandestina, que operava sem autorização da Anvisa. O local também armazenava centenas de frascos vazios, rótulos falsificados e caixas com pó branco usado como matéria-prima.

Segundo os investigadores, os produtos eram distribuídos por plataformas de comércio eletrônico como Shopee e Mercado Livre, com alcance nacional — de São Luís (MA) a Porto Alegre (RS). Uma mulher de 24 anos foi presa e uma adolescente apreendida durante a ação. A mulher foi liberada após audiência de custódia e responderá em liberdade.

Também foram apreendidas balança de precisão, impressoras de etiquetas e equipamentos de embalo. As investigadas foram inicialmente identificadas como funcionárias do espaço, mas a Polícia Civil apura se há outros envolvidos no esquema.

O caso foi registrado como crime contra as relações de consumo e falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. As investigações seguem em curso.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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