A taxa de desemprego caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho, o menor índice desde o início da série histórica em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (16). O número de brasileiros ocupados chegou a 102,4 milhões, com destaque para o avanço dos empregos formais.
O que significa a queda do desemprego para a economia?
Segundo o IBGE, a redução do desemprego mostra um mercado de trabalho mais aquecido, com aumento na ocupação e redução da subutilização da mão de obra. Isso significa que mais brasileiros estão conseguindo se inserir no mercado e garantir uma renda estável.
Emprego com carteira assinada bate recorde
O emprego formal foi o principal motor da queda no desemprego. Em julho, 39,1 milhões de trabalhadores tinham carteira assinada, maior número da série histórica. O crescimento do trabalho por conta própria também colaborou, chegando a 25,9 milhões de pessoas.
Quais setores mais contrataram em 2025?
Três áreas puxaram o crescimento do emprego no trimestre:
- Administração pública, saúde e educação (+522 mil pessoas)
- Agricultura, pecuária e pesca (+206 mil)
- Informação, comunicação e serviços financeiros (+260 mil)
Esses setores foram responsáveis por absorver grande parte da mão de obra, garantindo estabilidade para milhares de famílias.
Renda média do trabalhador também aumentou
Além da queda no desemprego, os salários também tiveram alta. O rendimento médio mensal chegou a R$ 3.484, com aumento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. Já a massa de rendimento, a soma dos salários de todos os trabalhadores, atingiu R$ 352,3 bilhões, novo recorde histórico.
Desalento e informalidade apresentam recuo
O número de pessoas que desistiram de procurar trabalho, os chamados desalentados, caiu para 2,7 milhões, redução de 15% em um ano. Já a taxa de informalidade recuou para 37,8%, mostrando leve melhora em relação a 2024, embora ainda seja um desafio para a economia.
Informalidade ainda preocupa
A taxa de informalidade caiu levemente para 37,8%, mas o total de trabalhadores sem carteira assinada continua alto, alcançando 38,8 milhões de pessoas. Mesmo assim, o IBGE destaca que o crescimento do emprego formal garante maior estabilidade ao mercado.