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Brasil aciona plano de emergência após EUA imporem taxa de 25%

Medida visa proteger indústrias contra as taxas que entram em vigor na próxima quarta
Brasil aciona plano de emergência após EUA imporem taxa de 25%

O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (16), a retomada do programa de assistência aos setores produtivos afetados pelas novas barreiras alfandegárias impostas pelos Estados Unidos.

A medida é uma resposta direta à decisão do Escritório do Representante Comercial norte-americano (USTR), que anunciou a aplicação de uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de supostas “práticas desleais” de comércio.

O governo brasileiro rejeitou veementemente os argumentos de Washington. As novas tarifas americanas entram em vigor no dia 22 de julho e devem impactar diretamente os setores de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.

“O governo, a partir de agora, tem como prioridade apoiar esses setores diante dessa injusta, indevida e ilegal tarifação”, afirmou o ministro Márcio Elias Rosa, titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante coletiva de imprensa.

Ampliação do Plano Brasil Soberano

Para amortecer os prejuízos das empresas exportadoras, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo ampliará o Plano Brasil Soberano.

Embora o valor exato da ação de contenção ainda não tenha sido fechado, Durigan adiantou que o montante deve ficar abaixo dos R$ 15 bilhões. Detalhes sobre novas linhas de crédito ou benefícios fiscais específicos ainda estão em fase de definição.

Plano Brasil Soberano: Estratégia do governo que oferece benefícios fiscais e linhas de crédito (com R$ 15 bilhões já aprovados pelo Senado) para apoiar exportadores brasileiros afetados por barreiras externas e crises globais, como os recentes conflitos no Oriente Médio.

Diversificação de mercados

Como alternativa para mitigar os impactos da crise comercial, o MDIC apresentou dados sobre a internacionalização das marcas brasileiras.

Das cerca de 2.400 empresas nacionais que exportam para os Estados Unidos, 74% passaram a acessar novos mercados desde o ano passado, contando com o suporte da ApexBrasil.

Apesar do avanço na busca por novos parceiros, o ministro Márcio Elias Rosa ponderou que a abertura de novas frentes de venda não significa abrir mão do comércio com os norte-americanos.

“Não significa que as empresas estejam substituindo o mercado norte-americano, o que não é uma tarefa fácil, mas sim diversificando a sua atuação”, explicou o titular do MDIC.

*Com informações do SBT News


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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