Um ajudante de pedreiro de 41 anos foi preso em flagrante após ameaçar a companheira, iniciar um incêndio na residência do casal e ser contido por populares na tarde deste sábado (5), em Bragança Paulista, interior de São Paulo. O caso foi registrado no Jardim São Miguel, e mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e SAMU.
Segundo os policiais, acionados via COPOM, o autor investigado apresentava comportamento agressivo após uma discussão conjugal. No local, os agentes constataram que ele ameaçava a companheira, proferindo intimidações, empurrando-a ao solo e, em seguida, ateando fogo dentro do imóvel — ação que colocou em risco a integridade física da comunidade e consumiu parte da cozinha.
Segundo o Boletim de Ocorrência, durante o incêndio ela conseguiu sair da casa com as crianças, sem ferimentos aparentes.

Populares reagiram à agressão
Ainda segundo o B.O., durante o episódio, moradores da região intervieram e agrediram o autor até a chegada da polícia, que precisou algemá-lo para garantir a segurança dos envolvidos. O homem foi conduzido sob custódia ao Pronto-Socorro Bom Jesus, onde recebeu atendimento médico antes de ser reconduzido ao Plantão Policial da cidade.
A vítima, de 37 anos, relatou aos investigadores que o homem era usuário de drogas e já havia sido alvo de um boletim de ocorrência anterior por agressão. Ela confirmou ainda a existência de uma medida protetiva de urgência, posteriormente revogada após o retorno do autor ao lar. Com o novo episódio de violência, a vítima solicitou a renovação da proteção, temendo por sua segurança e pela dos filhos menores.
Incêndio controlado e prisão formalizada
O Corpo de Bombeiros conteve as chamas e impediu a propagação do fogo, enquanto a residência permaneceu isolada para perícia. A ocorrência foi tipificada como:
- Ameaça
- Incêndio
- Violência doméstica
Todas as condutas foram registradas como consumadas.
Na delegacia, o autor foi submetido a exame de corpo de delito e encaminhado à Cadeia Pública de Piracaia, permanecendo custodiado.
A mulher foi formalmente cientificada dos direitos previstos na Lei Maria da Penha, incluindo o prazo de representação de seis meses e a possibilidade de solicitar novas medidas protetivas de urgência.