Uma operação conjunta das polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro mobilizou mais de 100 agentes nesta terça-feira (21) para desarticular um esquema de furto, roubo, desvio e comercialização ilegal de medicamentos oncológicos. A Operação Metástase cumpre 26 mandados de busca e apreensão e um de prisão em seis cidades paulistas. Até o momento, as equipes recuperaram diversos medicamentos de alto custo, prenderam um dos investigados e apreenderam três armas de fogo durante as diligências.
Mais de 100 policiais atuam na operação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro coordenou a Operação Metástase e contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo. No estado paulista, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), conduz o cumprimento das ordens judiciais.
Ao todo, a força-tarefa executa 26 mandados de busca e apreensão e um de prisão nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Guarujá, Jundiaí, São Caetano do Sul e Mauá. Além disso, mais de 100 policiais civis paulistas participam da operação em conjunto com 15 agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Equipes recuperam medicamentos e apreendem armas
Durante as buscas, os policiais localizaram diversos medicamentos oncológicos de alto custo que, segundo as investigações, faziam parte do esquema criminoso. De acordo com a Polícia Civil, o grupo desviava os remédios destinados ao tratamento de pacientes para abastecer o comércio ilegal.
Além disso, os agentes encontraram três armas de fogo em um dos imóveis vistoriados. Por isso, prenderam em flagrante o responsável pelo armamento, que responderá pelo crime previsto na legislação.
As equipes também localizaram o investigado que era alvo do mandado de prisão e o encaminharam ao Deic. Enquanto isso, os investigadores continuam as diligências para identificar outros integrantes da organização criminosa e reunir novas provas sobre o funcionamento do esquema.
Investigação busca impedir desvio de medicamentos
Segundo o delegado Paul Verduraz, responsável pela Divecar, a integração entre as polícias é essencial para combater esse tipo de crime. Conforme explicou, a atuação conjunta enfraquece financeiramente as organizações criminosas e, ao mesmo tempo, impede que medicamentos de alto custo deixem de chegar aos pacientes para abastecer o mercado clandestino.
Ainda de acordo com o delegado, o desvio desses medicamentos compromete o tratamento de pessoas com câncer e representa um risco direto à saúde pública. Por isso, as forças de segurança mantêm as investigações para responsabilizar todos os envolvidos e interromper a atuação da organização criminosa.