Foi instalada na Câmara dos Deputados, em Brasília, a comissão externa que vai acompanhar de perto as obras do túnel submerso Santos–Guarujá. A ligação seca entre as duas cidades do litoral paulista é um dos projetos mais aguardados do PAC e deve mudar a realidade da mobilidade na Baixada Santista.
A comissão será presidida pelo deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP), que destacou o objetivo de garantir fiscalização rigorosa.
“Presidimos essa comissão de fiscalização das obras do túnel com o objetivo de garantir que todas as etapas sejam rigorosamente cumpridas e a gente possa iniciar a obra do túnel e também concluir dentro do prazo”, afirmou.
Além do acompanhamento parlamentar, a população também terá acesso a informações em tempo real. Um observatório digital criado pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) disponibilizará dados e imagens da execução, reforçando a transparência. “Esse observatório é uma ferramenta importante para garantir que a população acompanhe todas as etapas da obra, com câmeras de monitoramento em tempo real”, explicou o deputado.

O acesso é simples: basta entrar no site tunel-santos-guaruja.ibi-observatorio.org, onde qualquer cidadão poderá acompanhar relatórios de andamento, fotos e vídeos atualizados do canteiro de obras.
O projeto, discutido há quase 100 anos, finalmente começa a sair do papel. Orçado em mais de R$ 6 bilhões, o túnel submerso é considerado a maior obra do PAC. Com 860 metros de extensão, seis faixas de rolamento, ciclofaixa e corredor exclusivo para ônibus, a travessia vai reduzir o trajeto entre Santos e Guarujá de até meia hora para apenas alguns minutos.
O diretor-presidente do IBI, Mário Povia, destacou o caráter histórico do empreendimento: “Estamos instalando a comissão externa que vai acompanhar as obras do túnel da ligação seca Santos–Guarujá. Essa obra dispensa comentários, todo mundo conhece. Uma obra já prevista há quase 100 anos, que finalmente saiu do papel”.
A expectativa é que a ligação fortaleça a economia da região, melhore a integração porto-cidade e traga impactos diretos na vida de quem depende diariamente da travessia.
