Neste feriado prolongado, a atenção nas praias da Baixada Santista precisa ser redobrada. Para isso, preparamos um material com as orientações do Corpo de Bombeiros, para saber o que fazer em uma situação de emergência, e quais os protocolos de prevenção para acidentes em piscinas, rios, represas, praias, cachoeiras e até banheiras domésticas.
A cartilha orienta desde o acionamento do socorro até manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em casos de vítimas desacordadas e sem respiração.
De acordo com o guia, a primeira conduta recomendada diante de um afogamento grave é acionar o 193 e iniciar imediatamente a RCP, mantendo a vítima deitada de costas em superfície rígida e aplicando compressões firmes no centro do tórax, com frequência entre 100 e 120 por minuto, permitindo o retorno completo da caixa torácica.
As manobras devem ser contínuas até a chegada da equipe de resgate. O Corpo de Bombeiros reforça que o atendimento telefônico deve ser feito com calma, fornecendo o endereço completo e ponto de referência, e alerta que trotes comprometem o atendimento a ocorrências reais. As recomendações variam conforme o local:
Na praia:
- crianças devem ser acompanhadas integralmente;
- evitar o uso de boias infláveis, que podem furar;
- adultos não devem entrar no mar após consumir álcool ou drogas.
Na piscina:
- brinquedos não devem ficar à beira da água;
- o espaço deve ser cercado, com portão sempre trancado.
No banho:
- bebês em banheiras devem ser supervisionados do início ao fim.
Em cachoeiras, rios e represas:
- evitar corredeiras;
- usar colete salva‑vidas quando estiver embarcado.

Prevenção em diferentes ambientes
O folheto dedica a segunda página às principais medidas de prevenção. Em rios, a recomendação é não ultrapassar a altura do joelho, devido ao risco de aumento repentino do nível da água. Em represas, o alerta é para a vegetação submersa, capaz de enroscar nadadores. Já nas praias, o órgão reforça a necessidade de buscar pontos com salva‑vidas e evitar áreas sinalizadas com perigo.
Também orienta não nadar após refeições pesadas, respeitar os limites individuais e evitar mergulhos em locais de profundidade desconhecida — sobretudo onde há pedras. A corporação destaca, ainda, o risco de nadar próximo a embarcações.

Conduta ao presenciar um afogamento
O Corpo de Bombeiros orienta que pessoas sem preparo técnico não tentem realizar o resgate. A instrução é acionar o 193 e, se possível, lançar um objeto flutuante ou corda à vítima, sem entrar na água e sem se colocar em risco.
O material também chama atenção para um dado pouco conhecido: 25% das mortes por afogamento de crianças ocorrem por queda em volumes pequenos de água, como baldes, vasos sanitários e caixas d’água. A corporação enfatiza que a vigilância deve ser constante, inclusive em ambientes domésticos.
O folheto completo está disponível clicando aqui.