Danilo Morgado, candidato a deputado estadual pelo PL, foi preso nesta quinta-feira (17), em São Paulo, durante a Operação Vectura Corrupta, que apura suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no poder público e no transporte coletivo.
A ação também investiga possíveis relações entre integrantes do grupo criminoso e campanhas eleitorais.
Quem é Danilo Morgado
Danilo Morgado tem 41 anos e é empresário. Nascido em Santos, ele vive em Praia Grande há cerca de 20 anos e construiu sua trajetória profissional antes de entrar na disputa por cargos públicos.
Segundo relatos divulgados pelo próprio candidato, ele teve uma infância humilde. Aos 18 anos, trabalhou como motoboy e depois passou cinco anos no Japão após ser aprovado em uma prova para trabalhar no país.
Trajetória política de Danilo Morgado
Danilo Morgado disputou a Prefeitura de Praia Grande em 2020 e voltou a concorrer ao cargo em 2024. Nas duas eleições, ele não foi eleito. Em 2022, Morgado concorreu a deputado federal pelo Solidariedade e ficou como suplente.
Por que Danilo Morgado foi preso
A prisão ocorreu durante a Operação Vectura Corrupta, realizada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura suspeitas de participação de integrantes do PCC em estruturas políticas e empresas de transporte coletivo.
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, os investigadores também analisam um possível financiamento da campanha de Morgado à Prefeitura de Praia Grande em 2024 pela organização criminosa. A suspeita ainda é objeto de investigação e não representa uma condenação.
A operação é apontada como desdobramento da Operação Decúrio, iniciada em 2024. A investigação anterior identificou uma estrutura de comunicação usada por integrantes do PCC e levantou suspeitas sobre tentativas de influência nas eleições municipais.
O que diz a defesa de Morgado
A assessoria de Danilo Morgado nega as acusações e questiona a prisão realizada durante o período eleitoral.
Em nota, a defesa afirmou que Morgado havia denunciado anteriormente supostas licitações ligadas ao PCC na Prefeitura de Praia Grande. O comunicado também relaciona a prisão às denúncias feitas pelo candidato e considera a medida irregular.
A assessoria declarou ainda que espera uma apuração dos fatos e o esclarecimento das acusações. A defesa classificou a prisão como perseguição e afirmou que Morgado não pretende recuar.
As investigações seguem em andamento. Por isso, eventuais vínculos apontados pelas autoridades ainda dependem da conclusão dos procedimentos policiais e judiciais.




