A polícia prendeu, na noite desta quarta-feira (28), um homem de 33 anos suspeito de feminicídio contra a ex-companheira, de 42, em Bragança Paulista, após a apuração indicar que ele confessou o crime a um familiar e tentou fugir. A captura ocorreu em Itapevi, na Região Metropolitana de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início com o registro do desaparecimento da vítima e avançou de forma contínua até a identificação do ex-companheiro como principal suspeito.
A mulher, identificada como Michelle Augusto Mariano, de 42 anos, estava desaparecida desde o último sábado (24). Familiares passaram a desconfiar do ex-namorado, Wesley de Brito Nascimento, diante de ameaças relatadas após o término do relacionamento. A vítima possuía medida protetiva contra o suspeito.
Diligências apontaram que o homem havia deixado a cidade e estaria se deslocando pela Grande São Paulo. A prisão foi efetuada por agentes da Guarda Civil Municipal de Itapevi, após alerta feito por um parente do investigado, que relatou ter ouvido a confissão.
Segundo a Polícia Civil, a testemunha que ouviu Wesley, diz que ele admitiu que teria dado um golpe de facão no pescoço da mulher, desmembrado e em seguida, ateado fogo nos restos mortais da mulher. Wesley ainda teria reunido os restos mortais da mulher em um saco de lixo e jogado no Rio Atibaia.
Investigação e prisão
De acordo com a polícia, o investigado foi localizado quando tentava deixar a região por meio do sistema ferroviário. Após a abordagem, ele foi conduzido à unidade policial.
Perícia realizada no imóvel onde o suspeito morava encontrou vestígios compatíveis com a tentativa de ocultação do crime, o que, segundo os investigadores, converge com os relatos colhidos ao longo da apuração. Com base nesses elementos, foi lavrado o auto de prisão.
Segundo a Polícia Civil, os restos mortais de Michelle não foram localizados até então, mas as diligências estão em andamento, com apoio do Corpo de Bombeiros.
Desaparecimento e apuração
Michelle havia saído de casa informando que encontraria um homem identificado como Rafael. Com o passar dos dias e a ausência de contato, a filha de Michelle acionou a polícia. A investigação avançou após a veiculação de reportagem sobre o desaparecimento, quando parentes do suspeito comunicaram às autoridades indícios encontrados no local onde ele residia.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias e a dinâmica dos fatos. O suspeito permanece preso e deve responder por feminicídio, com agravante pela existência de medida protetiva vigente.