Em greve pelo segundo dia, cerca de 130 trabalhadores do Hospital e Maternidade Madre Maria Theodora, em Campinas (SP), mantêm um protesto em frente à unidade na manhã desta quarta-feira (8). A paralisação começou na terça-feira (7). Os funcionários reclamam de mudanças no plano de saúde, redução ou corte do adicional de insalubridade e erros no pagamento de horas extras e do adicional noturno.
Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde), em assembleias realizadas nos dias 31 de março e 1º de abril, funcionários do hospital relataram mudanças no plano de saúde, com cobrança de coparticipação de até 50% em atendimentos de pronto-socorro e de 30% em consultas, exames e terapias.
O adicional de insalubridade também está entre as reclamações dos trabalhadores. Segundo o SinSaúde, após uma perícia realizada pelo próprio hospital em janeiro de 2026, funcionários tiveram o benefício reduzido ou zerado e afirmam que o pagamento continua incorreto, apesar da permanência dos riscos no ambiente de trabalho em que não houve negociação com a administração do hospital.
O Hospital e Maternidade Madre Theodora informou que mantém diálogo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde) sobre as reivindicações dos trabalhadores e que participa de audiências de mediação conduzidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
A unidade também afirmou que segue a legislação trabalhista e que tem adotado medidas para reduzir possíveis impactos no atendimento, a fim de garantir a assistência aos pacientes com segurança e qualidade. Apesar disso, setores como a Central de Material e Esterilização (CME), a farmácia e a UTI no período noturno estão sendo afetados pela paralisação.