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Implanon: contraceptivo está disponível em Campinas e soma quase 3 mil aplicações em 4 anos

Implante subdérmico do contraceptivo, conhecido como Implanon, começou a ser ofertado pelo SUS Municipal no fim de 2022

A Secretaria de Saúde de Campinas já realizou pelo menos 2.860 implantes de um método contraceptivo moderno conhecido como Implanon nos centros de saúde (CSs). Ele é mais vantajoso em relação aos demais em virtude da longa duração, uma vez que age no organismo por até três anos, pela alta eficácia para prevenir gestações não planejadas e por ser reversível. 

O recurso começou a ser ofertado no fim de 2022 pelo SUS Municipal e reforça a posição da metrópole como referência em saúde pública. Em muitas cidades brasileiras o método só deve ser disponibilizado no segundo semestre deste ano por meio do Ministério da Saúde.

O Implanon é um implante subdérmico do contraceptivo liberador do hormônio etonogestrel e que não exige intervenções enquanto está aplicado. Após o período de três anos com eficácia, o implante é retirado. A paciente então avalia se precisa receber um novo, por meio de um CS, ou se não há necessidade de manter o contraceptivo.

A procura tem aumentado gradativamente e o levantamento da Saúde considera dados sobre o contraceptivo atualizados até a primeira semana de julho deste ano.


Quantidade de implantes (implanon) aplicados em Campinas
 

  • 2022: 34
     
  • 2023: 451
     
  • 2024: 1.325
  • 2025: 1.053 (veja abaixo distribuição por faixa etária)
     
  • 10 a 14 anos: 63
  • 15 a 20 anos: 318
  • 20 a 24 anos: 228
  • 25 a 30 anos: 180
  • 30 a 34 anos: 112
  • 35 a 40 anos: 85
  • 40 a 44 anos: 42
  • 45 a 50 anos: 18
  • 50 a 54 anos: 4
  • 55 a 60 anos: 1
  • 60 a 64 anos: 1



“Desde o fim de 2022 estamos trabalhando com este método anticoncepcional na rede de atenção básica, com aumento contínuo na aquisição deste insumo e no número de profissionais de saúde capacitados na inserção e remoção. Ele é altamente eficaz, com resultado superior à laqueadura e vasectomia, e também é reversível. O direcionamento tem sido realizado principalmente para o público na faixa etária de 10 a 18 anos”, explicou a coordenadora da área da Saúde da Mulher de Campinas, Miriam Nobrega.

Outros métodos contraceptivos de longa duração que estão disponíveis no SUS Municipal de Campinas são o DIU de cobre e o DIU hormonal Mirena

A definição de um método ou outro considera protocolos estabelecidos pela Pasta, incluindo avaliação sobre a saúde de cada paciente e disponibilidade do recurso.


Vantagens

  • Método prático, de longa duração (3 anos) e reversível;
  • Evita ter que tomar a pílula todos os dias;
  • Não interfere com a relação sexual;
  • Não interfere com a amamentação;
  • Melhora as cólicas menstruais;
  • Pode ser usado pelas mulheres que não podem tomar pílulas contendo estrogênio;
  • Não diminui a massa óssea (osteoporose).



Desvantagens

“Durante o uso do implante subdérmico de etonogestrel, as mulheres ficam suscetíveis a mudanças no padrão de sangramento menstrual, que são frequentemente imprevisíveis, podendo incluir alterações na frequência, na intensidade ou duração do sangramento. Podem ocorrer algumas alterações da pele, dores de cabeça, enjoos, aumento da sensibilidade mamária e variações do humor, semelhantes às que ocorrem com outros métodos, como a pílula. Por isso é muito importante avaliar cada caso”, explicou Miriam.


Quem pode receber e quais as orientações?


A recomendação é para que a paciente busque inicialmente pelo centro de saúde (CS) de referência, onde há orientações sobre os métodos contraceptivos mais indicados. 

O público-alvo para método contraceptivo de longa duração é formado por:
 

  • Mulheres em idade reprodutiva com contraindicação absoluta ao uso de estrógenos e sem adaptação aos outros métodos anticoncepcionais;
  • Adolescentes;
  • Mulheres em idade reprodutiva com distúrbio de saúde mental grave;
  • Mulheres em idade reprodutiva vivendo com HIV/aids;
  • Mulheres em idade reprodutiva com dependência química;
  • Profissionais do sexo;
  • Mulheres em idade reprodutiva em situação de rua.

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Autor

  • Camila Borges dos Santos

    Jornalista formada pela Universidade Paulista em 2023, com experiência em apuração, produção de pautas, apresentação e cobertura de matérias jornalísticas em diferentes formatos.

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