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Mãe da menina que morreu afogada em Campinas comenta sobre reviravolta do caso

Imagens mostram que jovem acompanhava a vítima e não acionou socorro imediatamente, segundo a Polícia Civil de Campinas

Um caso envolvendo uma menina de 11 anos, que morreu após ser sugada pelo sistema de sucção de uma piscina durante as férias na casa da avó materna, em Campinas, interior de São Paulo, teve uma reviravolta marcante para a família.

Na última semana, a Polícia Civil concluiu que uma adolescente de 15 anos, que estava com a criança no momento do afogamento, cometeu ato infracional análogo à omissão de socorro. A jovem foi apreendida e o caso, por envolver menores, tramita sob segredo de justiça.

A ocorrência foi registrada em 26 de dezembro, quando Anna Clara mergulhou e teve os cabelos presos ao ralo da piscina. A vítima ficou submersa por aproximadamente 15 minutos até ser localizada pela adolescente que a acompanhava. Segundo familiares, a criança chegou a se debater na água antes de perder as forças.

A mãe, Micheli Soares, relatou que Anna Clara foi retirada da água com o auxílio de adultos após o alerta. O Corpo de Bombeiros tentou reanimá-la por cerca de 20 minutos, mas a menina sofreu quatro paradas cardíacas e não resistiu.

“Por dentro estou destruída. Moída. Todos os dias a minha filha falava que me amava”, disse a mãe, ao VTV News.

Apreensão e conclusão policial

Nos dias seguintes, a investigação analisou imagens das câmeras de segurança da residência. Os registros mostram Anna Clara sentada à beira da piscina antes de mergulhar. Ao ser sugada, ela não retorna à superfície. A adolescente que estava com ela aparece nas gravações observando a cena, sentada próxima à borda onde ocorreu o afogamento, sem acionar socorro imediato.

Segundo o Boletim de Ocorrência, a adolescente presenciou a situação, mas não demonstrou reação compatível com o risco iminente. A mãe de Anna Clara afirmou que estranhou a postura da jovem.

“Ela me transmitiu um ar de menina quieta, com um olhar frio. Estranhei a reação dela. Não a vi chorando, não demonstrou sentimento”, relatou.

De acordo com Micheli, a convivência entre as duas era recente, sem vínculos de intimidade, mas com convivência diária. “O contato entre elas era por mensagem. Não era uma amiga próxima da minha filha”, declarou.

A polícia concluiu que a adolescente cometeu omissão de socorro ao não intervir nem comunicar o ocorrido com rapidez. O caso corre em segredo de Justiça.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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