Ellyton Matheus Silva Santos, de 19 anos, suspeito de matar a companheira com um tiro na cabeça na última terça-feira (16), em Hortolândia, informou por meio da defesa que pretende se apresentar à Polícia Civil nos próximos dias.
Segundo a advogada criminalista Andressa Ferreira, que representa o investigado, o disparo teria sido acidental. A defensora relatou ao VTVNews que o jovem “está muito abalado, sob efeito de medicamentos e chora bastante”.
O caso foi registrado como feminicídio, e o nome de Ellyton já consta no inquérito aberto pela Delegacia de Defesa da Mulher da cidade. Ele fugiu após a morte de Rayana Raissa Albuquerque de Matos, de 21 anos, com quem mantinha um relacionamento há dois anos e um filho de dois meses.
Defesa afirma que não houve conflito prévio
De acordo com a advogada, não havia histórico de violência doméstica entre o casal, que havia se mudado para a casa da mãe de Ellyton há cerca de duas semanas. Segundo a versão apresentada à imprensa, o suspeito teria se assustado com o ocorrido e decidiu fugir logo após o disparo.

“Ele vai se apresentar, está extremamente abalado, assustado com tudo que aconteceu. Nós estamos falando de um homem de 19 anos, que estava no seu auge. Ele não vai se furtar da aplicabilidade do direito”, afirmou Ferreira.
A defesa preferiu não entrar em detalhes sobre a dinâmica do episódio, justificando que as informações serão repassadas somente às autoridades durante o depoimento oficial. Ainda assim, a advogada reforçou que “o caso não foi um conflito familiar” e que, neste momento, todas as informações estão mantidas sob sigilo.
Disparo ocorreu dentro do banheiro, segundo B.O.
O boletim de ocorrência aponta que, no momento do disparo, Rayana preparava o jantar, enquanto a mãe de Ellyton e o bebê estavam na sala. Ele teria saído e, ao retornar, chamou a companheira para o banheiro. Pouco depois, foi ouvido o estampido da arma de fogo.
O documento policial relata ainda que, ao sair do cômodo, Ellyton informou à mãe que havia matado Rayana ao tentar “tirar uma foto”. Um amigo do rapaz, que chegou em seguida, entrou no banheiro, recolheu a arma caída no chão e fugiu com ele em uma motocicleta.
A perícia recolheu uma cápsula de calibre .40 e o celular da vítima na cena do crime. A bala ficou alojada na região da têmpora direita da jovem. O filho do casal foi entregue ao avô materno e permanece sob sua guarda. Não há registro anterior de medidas protetivas ou denúncias de violência entre o casal.
Para denunciar casos de violência contra a mulher:
- Disque 190 (Polícia Militar)
- Disque 180 (Polícia Militar – Central de Atendimento à Mulher)
- Disque 181 (Disk Denúncia)
- Delegacias de Defesa da Mulher (veja os endereços)
- Delegacia Eletrônica da Polícia Civil (acesse aqui)
- Atendimento presencial em delegacias de polícia e salas DDM Online (veja lista de endereços aqui)