A Unidade de Vigilância em Zoonoses de Itupeva, no interior de São Paulo, confirmou o segundo caso de morcego contaminado com raiva na cidade este ano. Havia quatro anos que o município não registrava a doença.
O animal, que ainda passa por análise morfológica para identificação da espécie, foi encontrado morto dentro de uma residência no condomínio Terras de Santa Tereza. Segundo a Zoonoses, não houve contato com pessoas ou animais domésticos. O morador acionou imediatamente a Vigilância de Vinhedo, município vizinho e limítrofe do bairro, para que o recolhimento fosse feito de forma segura.
A equipe reforça que os morcegos são protegidos por lei e qualquer forma de agressão ou morte intencional configura crime ambiental. Como medida preventiva, a UVZ realizará ações de orientação e vigilância junto aos moradores do condomínio, além de intensificar informações em clínicas veterinárias e Unidades Básicas de Saúde da região.
Hortolândia confirma caso positivo de raiva em morcego
A Prefeitura de Hortolândia confirmou o resultado positivo para raiva em um morcego recolhido no início de maio em um apartamento localizado no Jardim Rosolém. A informação foi divulgada pela Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), órgão vinculado à Secretaria de Saúde. Segundo a UVZ, a moradora entrou em contato solicitando a retirada do animal da residência.
Após a remoção, o morcego foi encaminhado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), do governo do Estado de São Paulo, localizado na capital, para análise laboratorial. O resultado, divulgado no dia 23 de maio, confirmou a presença do vírus da raiva. Ainda de acordo com a pasta, não houve contato humano com o animal infectado.
Entenda os riscos do contato com morcegos
A raiva pode ser transmitida por morcegos infectados a outros animais, especialmente cães e gatos, por meio de mordidas. Por isso, a secretária de saúde reforça a importância da vacinação antirrábica anual de animais domésticos.
Os principais sintomas da raiva em animais incluem alterações de comportamento. O animal pode apresentar apatia extrema, isolamento, quietude incomum ou agitação intensa, podendo morder ou atacar o próprio tutor e outras pessoas.
A doença também pode causar paralisia da mandíbula, o que impede o animal de se alimentar e engolir a saliva, levando à salivação excessiva.
Orientações à população
Sempre que um morcego for encontrado em situações atípicas (dentro de casas, em quintais, voando durante o dia ou caído no chão, vivo ou morto) é necessário acionar imediatamente a UVZ do município.
A recomendação é não manipular o animal. A orientação é isolar o cômodo ou cobri-lo com um recipiente, como balde, caixa ou pano, até a chegada da equipe especializada.
Vacinação antirrábica gratuita
Em caso de mordida ou contato suspeito com um morcego, a orientação do Ministério da Saúde é procurar imediatamente um serviço de saúde. A melhor forma de prevenção é a imunização com a vacina antirrábica, que deve ser aplicada antes ou logo após a exposição ao vírus.