Inglaterra e Argentina voltam a se enfrentar nesta quarta-feira (15), às 16h (de Brasília), pela semifinal da Copa do Mundo de 2026, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Além da vaga na decisão, o clássico reúne uma das maiores rivalidades da história do futebol. Afinal, o confronto envolve conflitos políticos, capítulos marcantes em Mundiais e episódios que atravessam gerações.
Guerra, política e o início da rivalidade
Embora muitos associem a rivalidade ao duelo da Copa do Mundo de 1986, a relação conturbada entre argentinos e ingleses começou muito antes. Conforme relembrou uma reportagem do ge, ainda no século XIX os britânicos tentaram invadir Buenos Aires. Depois disso, consolidaram o controle das Ilhas Malvinas, território reivindicado pela Argentina até os dias atuais.
Mais tarde, em 1982, a disputa territorial deu origem à Guerra das Malvinas. O conflito deixou centenas de mortos. Além disso, aprofundou o sentimento de rivalidade entre os dois países. Desde então, cada encontro entre as seleções passou a carregar forte simbolismo para os argentinos. Assim, muitos enxergam o duelo como uma oportunidade de afirmação nacional.
Ainda segundo o ge, a guerra também provocou mudanças no cotidiano argentino. Empresas britânicas sofreram represálias. Além disso, monumentos foram renomeados. Da mesma forma, estabelecimentos tradicionais mudaram de nome durante o período de maior tensão entre as duas nações.

Copas do Mundo eternizaram o confronto
Se a política ajudou a construir essa rivalidade, as Copas do Mundo a transformaram em um dos maiores clássicos do futebol.
O primeiro grande capítulo aconteceu em 1966, na Inglaterra. Nas quartas de final, Antonio Rattín foi expulso. Em seguida, recusou-se a deixar o gramado imediatamente. Depois, protagonizou uma cena histórica ao sentar-se no tapete vermelho reservado à Rainha Elizabeth II. Conforme destacou o ge, o episódio aumentou a tensão entre as delegações. Além disso, entrou para a história dos Mundiais.
No entanto, foi em 1986, no México, que a rivalidade ganhou dimensão mundial. Poucos anos após a Guerra das Malvinas, Diego Maradona comandou a vitória argentina por 2 a 1 nas quartas de final. Primeiro, marcou o polêmico gol conhecido como “Mão de Deus”. Logo depois, anotou o histórico “Gol do Século”, após driblar praticamente toda a defesa inglesa. De acordo com o ge, aquela atuação consolidou Maradona como herói nacional. Além disso, transformou o confronto em um dos jogos mais emblemáticos da história das Copas.
Agora, em 2026, Argentina e Inglaterra voltam a disputar uma vaga na final do Mundial. Dessa forma, o clássico ganha mais um capítulo. Ao mesmo tempo, reforça uma rivalidade que ultrapassa as quatro linhas e continua entre as mais marcantes do futebol internacional.