Haroldo Costa, ator e escritor, morreu neste sábado, 13. A informação foi divulgada pela família em seu perfil de Instagram. “Em breve iremos dar as informações sobre velório e sepultamento”, diz a nota, que não informa a causa da morte.
No decorrer de mais de sete décadas de carreira, Costa contribuiu para a valorização da cultura negra, usando-a na luta contra o racismo, e para a exaltação e o registro da memória do samba como um patrimônio brasileiro.
Trajetória
Haroldo Costa começou a trabalhar na TV Globo como diretor de musicais, além de ter sido diretor de programas de auditório. Ele foi responsável por dirigir nomes como Dercy Gonçalves, Chacrinha e Moacyr Franco.
Como ator, lançou no Teatro Experimental do Negro, quando atuou na peça O Filho Pródigo, de Lucio Cardoso. Ele também foi o protagonista da peça Orfeu da Conceição, se consagrando como primeiro ator negro a atuar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Por influência do pai, se firmou no Carnaval carioca e integrou o corpo oficial de jurados dos desfiles organizados pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).
Em nota, a escola de samba Salgueiro relembrou a trajetória marcante de Costa.
“Haroldo foi muito mais do que um intelectual. Foi memória viva, foi guardião da nossa história, foi voz firme na defesa do samba, do Carnaval e da cultura afro-brasileira. Um homem que entendeu cedo que o samba não podia ser apenas vivido. Precisava ser preservado, estudado, contado e respeitado. Haroldo Costa foi, é e sempre será nosso Orfeu Negro, aquele que cantou nossa história com profundidade, consciência e alma. O Salgueiro se curva. O pavilhão se entristece. E a memória agradece”.