As expectativas de que o Brasil conquiste o Oscar, repetindo o feito da última edição com “Ainda Estou Aqui”, são altas. “O Agente Secreto” está na boca do povo e desponta como um dos principais projetos na corrida pelo prêmio, mas não é o único representante brasileiro entre os pré-indicados que buscam uma vaga entre os melhores do cinema.
É indiscutível o sucesso feito pelos ganhadores do Globo de Ouro como Melhor Filme Internacional e Melhor Ator de Drama. A presença de “O Agente Secreto” e Wagner Moura nas principais categorias é dada como certa por muitos, graças a campanha premiada feita ao longo da última temporada. A obra disputa indicação como Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Elenco e Melhor Ator.
A lista oficial de indicados será divulgada a partir das 10h30, de quinta-feira (22), no site da Academia e também no canal oficial da instituição no YouTube.
Leia também: Oscar 2026: onde assistir ao anúncio dos indicados ao vivo e horário
Conheça as obras brasileiras que podem ser indicadas
Na última shortlist divulgada com os pré-indicados, outros títulos brasileiros ganharam destaque, confira:
Apocalipse nos Trópicos – Petra Costa – Melhor Documentário
Lançado na Netflix em julho de 2025, “Apocalipse nos Trópicos“, dirigido por Petra Costa, dá continuidade ao trabalho iniciado em “Democracia em Vertigem” (2019), documentário que também foi indicado ao Oscar, mas não conquistou a estatueta. A nova produção analisa o papel do movimento evangélico no fortalecimento da extrema direita no Brasil, com foco na ascensão de seu principal líder, o ex-presidente Jair Bolsonaro, eleito em 2018.
Yanuni – Richard Ladkani – Melhor Documentário
“Yanuni” é uma coprodução entre Áustria, Brasil, Estados Unidos, Canadá e Alemanha, com direção do austríaco Richard Ladkani. O documentário se passa na Amazônia brasileira e retrata a trajetória de Juma Xipaia, que assume a linha de frente na defesa das terras indígenas e na luta por justiça climática, mesmo após sofrer tentativas de assassinato. Juma se tornou a primeira secretária de Direitos Indígenas do Brasil, enquanto seu marido, Hugo Loss, atua como agente federal do Ibama no combate ao garimpo ilegal. Ao se tornar um símbolo de resistência e enfrentar embates políticos, ela descobre estar grávida.
Amarela – André Hayato Saito – Melhor Curta
O documentário “Amarela“, dirigido por André Hayato Saito, está disponível no catálogo do Globoplay. A produção integra uma trilogia do diretor, ao lado de “Kokoro to Kokoro – De Coração a Coração” (2022) e “Vento Dourado” (2023). O filme acompanha a trajetória de Erika Oguihara (Melissa Uehara), uma adolescente nipo-brasileira que rejeita as tradições da família japonesa e torce pelo Brasil na final da Copa do Mundo de 1998, contra a França. No entanto, ela sofre uma violência que parece invisível e passa a enfrentar um intenso e doloroso turbilhão de emoções.
Adolpho Veloso – Sonhos de Trem – Melhor Fotografia
O paulista Adolpho Veloso, de 37 anos, é formado em cinema pela FAAP e iniciou a carreira na publicidade e na direção de videoclipes musicais, como “Ameianoite”, de Pabllo Vittar e Gloria Groove. À frente da direção de fotografia de “Sonhos de Trem“, lançado na Netflix em novembro de 2025, Adolpho foi premiado com o Critics Choice Awards 2026.
Affonso Golçalves – Hamnet: A Vida Antes de Hamlet – Melhor Montagem
Natural de São Paulo, Affonso mora nos Estados Unidos desde 1994, onde atua como montador de cinema. No país norte-americano, possui formação pela London Film School e pelo American Film Institute, além de assinar trabalhos em “Os Mortos Não Morrem” (2019), “Paterson” (2016), “True Detective” (2014) e no premiado longa brasileiro “Ainda Estou Aqui“.
“Hamnet” tem sido amplamente elogiado e conquistou o Globo de Ouro de Melhor Filme de Drama, superando, entre outros concorrentes, “O Agente Secreto”.