Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), 30% dos brasileiros convivem com algum tipo de alergia. Entre os casos mais frequentes estão as reações cutâneas, que podem afetar a pele de crianças, adultos e idosos. Elas são provocadas por fatores como clima, estresse e, principalmente, uso de produtos químicos.
A médica dermatologista Natália Venturelli alerta para os riscos relacionados à utilização de cosméticos e bijuterias, que podem desencadear respostas do sistema imunológico. “As alergias de pele são reações a substâncias que normalmente seriam inofensivas. É fundamental reconhecer os sintomas e buscar um diagnóstico preciso, para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado”, afirma.
Entre os tipos mais comuns de alergias estão a dermatite atópica, mais frequente em crianças; a urticária, que afeta adultos jovens e mulheres com placas avermelhadas e coceira intensa; a dermatite de contato, ligada à exposição a substâncias irritantes no trabalho ou em casa; e a fotodermatite, reação ao sol geralmente associada ao uso de medicamentos ou perfumes.
Os sintomas mais relatados incluem coceira, vermelhidão, inchaço e descamação. “Mesmo quadros leves devem ser investigados. Uma alergia mal cuidada pode evoluir para infecções ou lesões crônicas”, explica a especialista, que também alerta para os riscos do uso de pomadas sem prescrição, que podem mascarar o problema.
O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da reação, podendo incluir cremes com corticosteroides e emolientes, antialérgicos orais e imunoterapia. Casos mais graves podem exigir antibióticos ou acompanhamento especializado. “O ideal é sempre individualizar a conduta, respeitando o histórico de cada paciente”, reforça.
Para prevenir, a médica recomenda hidratar a pele diariamente, evitar produtos com fragrâncias fortes, usar protetor solar regularmente e lavar roupas novas antes de vesti-las. “Prevenir uma crise alérgica é sempre mais fácil do que remediar. Atitudes simples no dia a dia fazem toda a diferença”, conclui.