O Bolsa Família terá novos valores a partir da folha de outubro de 2026, após reajuste de 15,04% anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17). A correção atualiza os pagamentos do programa com base no INPC acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026.
Bolsa Família terá novos valores em outubro
O reajuste altera os valores dos benefícios que formam o pagamento mensal das famílias. O valor mínimo garantido passa de R$ 600 para R$ 691.
O benefício médio também terá mudança. Segundo os dados apresentados pelo governo, a média deve passar de R$ 675 para R$ 777.
A atualização não significa que todas as famílias receberão R$ 691. O valor final depende da composição familiar e dos benefícios adicionais previstos no programa.
Veja os valores atualizados
O Benefício de Renda de Cidadania passa para R$ 164 por integrante. Já o Benefício Primeira Infância sobe para R$ 173 por criança.
O Benefício Variável Familiar passa para R$ 58 por integrante que se enquadre nos critérios. Os valores foram corrigidos de forma linear pelo índice utilizado pelo governo.
Quando o novo pagamento será liberado?
Os pagamentos com os valores corrigidos começam em 19 de outubro. A liberação segue até 30 de outubro, conforme o último número do NIS.
O calendário oficial do Bolsa Família determina uma data diferente para cada final de NIS. Em outubro, os pagamentos seguem de 19 a 30 do mês.
Por isso, o beneficiário deve consultar o número final do NIS antes de considerar a data de recebimento. A consulta pode ser feita pelos canais oficiais do programa.
Preciso solicitar o reajuste?
Não é necessário fazer um pedido específico para receber os valores atualizados. A mudança será aplicada na folha de pagamento correspondente a outubro.
O programa utiliza o Cadastro Único para organizar as informações das famílias. Por isso, manter os dados cadastrais corretos continua sendo uma medida importante para evitar problemas no benefício.
Quem pode receber o Bolsa Família?
A regra geral considera famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. O cálculo soma os rendimentos da família e divide o resultado pelo número de integrantes.
Além da renda, existem compromissos nas áreas de saúde e educação. Gestantes devem realizar o pré-natal, enquanto crianças menores de sete anos precisam acompanhar vacinação e estado nutricional.
Na educação, a frequência mínima é de 60% para crianças de quatro a seis anos incompletos. Para beneficiários de seis a 18 anos incompletos que não concluíram a educação básica, o índice exigido é de 75%.
O reajuste, portanto, altera os valores pagos pelo programa, mas não muda automaticamente os critérios de acesso. As famílias continuam sujeitas às regras de renda, cadastro e acompanhamento previstas para o Bolsa Família.




