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Bombeiro explica o que muda nas manobras de desengasgo após atualização de diretrizes

Orientação é de alternar pancadas e compressões em casos de engasgo
Bombeiro explica o que muda nas manobras de desengasgo após atualização de diretrizes

A American Heart Association (AHA) atualizou, neste mês de outubro, as regras de primeiros socorros, incluindo reanimação cardiopulmonar (RCP) e emergências cardiovasculares. As novas orientações foram publicadas na revista científica Circulation e reúnem as descobertas mais recentes sobre como agir em situações de emergência.

Entre as principais mudanças está o novo protocolo para casos de engasgo com obstrução das vias aéreas, tanto em bebês e crianças quanto em adultos conscientes. A recomendação é alternar cinco pancadas nas costas com cinco compressões abdominais – a conhecida manobra de Heimlich. Antes, a orientação era iniciar diretamente pelas compressões.

Segundo a AHA, a combinação entre as pancadas e a pressão abdominal ajuda o ar a sair com mais força, o que facilita a expulsão do corpo estranho. Para entender como aplicar corretamente as novas técnicas, o VTV News conversou com a 1ª Tenente PM Carolina, do 6° Grupamento de Bombeiros (GB), que atua no litoral de São Paulo (entenda a seguir).

Como agir em casos com bebês?

Nos casos envolvendo bebês, a tenente explica que o primeiro passo é reconhecer os sinais de engasgo. “Os principais são ausência de choro, vermelhidão no rosto e, em alguns casos – quando o engasgo já está acontecendo há mais tempo -, a boca pode ficar arroxeada. Esses são sinais importantes que os adultos precisam observar”, orienta.

A tenente explica que a manobra começa com a tentativa de liberar as vias aéreas. “Vamos abrir a boquinha usando a mão em formato de ‘C’, apenas para identificar se há algum corpo estranho visível. Às vezes, pode ser algo sólido que, ao ser retirado da boca do bebê, já resolve o engasgo. Depois disso, apoiamos o bebê sobre o braço, mantendo a cabeça mais baixa que o quadril, porque dessa forma usamos a gravidade a nosso favor”.

Segundo a profissional, é a partir daí que começa a manobra em si. “Com a parte hipotenar da mão [região abaixo do dedo mínimo], fazemos cinco tapinhas firmes entre os ombros do bebê, contando: 1, 2, 3, 4, 5. Se o bebê não apresentar sinais de melhora, como choro ou respiração normal, viramos o bebê de frente e realizamos cinco compressões no peito”.

Conforme informado pela tenente, os movimentos devem ser repetidos até o bebê desengasgar ou até a chegada do socorro.

Crianças e adultos seguem o mesmo princípio

Para crianças que já andam e adultos conscientes, a técnica é semelhante, mas adaptada ao tamanho e à força de cada pessoa. A tenente explica que o socorrista deve ficar na altura da vítima – geralmente de joelhos no caso das crianças – e incliná-la levemente para frente, aproveitando a gravidade a favor.

“Precisamos nos adequar para o tamanho da criança. Então, a gente fica de joelhos, abaixa na altura dela e mantém uma base firme. A criança deve ser curvada para frente, principalmente para que a gravidade ajude. Nessa posição, aplicamos cinco tapinhas firmes entre os ombros e observamos se o corpo estranho saiu”, detalha Carolina.

Se o engasgo persistir, é hora de iniciar as compressões abdominais. “A gente forma a mão em formato de punho, identifica o externo – o ossinho logo acima da boca do estômago – e faz cinco movimentos em forma de J: de cima para baixo e para dentro. Se a criança for maior, usamos as duas mãos para reforçar o movimento. Com os adultos, é a mesma técnica”.

Entenda o que muda nas manobras de desengasgo após a nova atualização da AHA
Entenda o que muda nas manobras de desengasgo após nova atualização da AHA – Foto/reprodução: LinkedIn

Casos de engasgo no litoral de SP

A equipe de reportagem entrou em contato com as nove cidades da Baixada Santista, mas apenas Itanhaém, Mongaguá, Santos e São Vicente responderam. Segundo as prefeituras, “esses casos não têm notificação compulsória, diferentemente de outras ocorrências obrigatórias pelo Ministério da Saúde. Por isso, não há como quantificar esses registros específicos”.

Procurado pelo VTV News, o Ministério da Saúde informou, por meio do Departamento Regional de Saúde (DRS), que entre janeiro e agosto deste ano foram registrados 28 atendimentos ambulatoriais e 11 internações por engasgo na região. No mesmo período de 2024, foram contabilizados 11 atendimentos ambulatoriais e sete internações pelo mesmo motivo.


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Autor

  • Renan da Paz

    Estudante de Jornalismo na Universidade Santa Cecília, cursando o último semestre. Atua no jornalismo há dois anos, com experiência em TV (apresentação, reportagem, direção e roteirização), projetos digitais e produção multimídia. Já trabalhou em assessoria de imprensa, revistas eletrônicas e como repórter web do VTV News.

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