O número de casos de Mpox no Brasil, aumentou no balanço divulgado pelo Ministério da Saúde com dados até 3 de março em relação ao último levantamento, de 24 de fevereiro. Com a atualização dos números, o país chega a 140 casos confirmados, nove casos prováveis e 539 suspeitos. No último balanço eram 88 casos.
Conforme o divulgado no painel epidemiológico da Saúde, nenhuma morte foi contabilizada neste ano.
Confira o ranking de infecção por Mpox no Brasil:
| Estado/unidade federativa | Número de casos de Mpox |
| São Paulo | 93 |
| Rio de Janeiro | 18 |
| Rondônia | 11 |
| Minas Gerais | 11 |
| Rio Grande do Sul | 3 |
| Rio Grande do Norte | 3 |
| Santa Catarina | 3 |
| Paraná | 2 |
| Ceará | 1 |
| Distrito Federal | 1 |
| Goiás | 1 |
| Pará | 1 |
| Amazonas | 1 |
| Sergipe | 1 |
O que é a Mpox
A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. A doença é considerada zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos, principalmente por meio de roedores silvestres infectados. Atualmente, porém, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o contágio acontece principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, como pus e sangue, e secreções respiratórias em situações de proximidade prolongada. Objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e vestimentas, também podem atuar como meio de transmissão.

(Imagem Ilustrativa)
Sintomas e evolução
Os sintomas costumam surgir entre três e 16 dias após a exposição ao vírus, podendo chegar a até 21 dias. Em geral, as lesões na pele aparecem alguns dias após a febre, embora, em alguns casos, possam surgir antes.
Os sintomas mais frequentes são:
- erupções ou lesões na pele;
- febre;
- ínguas (linfonodos inchados);
- dor de cabeça;
- dores no corpo;
- calafrios;
- fraqueza.
Algumas doenças apresentam sintomas semelhantes, como Sarampo, Herpes e Sífilis. Na Mpox, no entanto, as lesões seguem uma progressão característica, evoluindo em diferentes estágios:
Macular (manchas avermelhadas) → papular (elevações na pele) → vesicular (formação de bolhas) → pustulosa (lesões com conteúdo esbranquiçado). Posteriormente, formam-se crostas, seguidas de descamação.
O diagnóstico é realizado por meio do exame PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), podendo incluir o sequenciamento do material genético coletado das lesões. A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das feridas.
Até o momento, não há medicamento específico amplamente disponível para o tratamento da doença. A abordagem é voltada ao controle dos sintomas. Na maioria dos casos, a evolução é leve ou moderada, com duração média entre duas e quatro semanas.
Vacinação e grupos de risco
A vacinação é recomendada para grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Podem se imunizar:
- Pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais;
- Profissionais de laboratório que atuam diretamente com Orthopoxvírus;
- Pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.
Crianças, gestantes e pessoas imunocomprometidas apresentam maior risco de evolução para quadros mais graves. Profissionais de saúde também integram o grupo mais vulnerável, devido à exposição frequente ao vírus.