Perder a identidade pode virar um grande transtorno. Se isso aconteceu com você, saiba que é possível solicitar a 2ª via da CIN de forma simples, mas é preciso seguir alguns passos importantes para evitar golpes e uso indevido dos seus dados.
Desde 2022, mais de 46 milhões de brasileiros já emitiram a Carteira de Identidade Nacional. Agora, quem precisa da 2ª via da CIN deve ficar atento às orientações oficiais para não ter problemas.
Como solicitar a 2ª via da CIN
O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência. Esse registro ajuda a evitar fraudes e protege seus dados em caso de uso indevido do documento.
Depois disso, o cidadão deve acessar o site oficial do governo pelo endereço gov.br/identidade. Ao clicar em “Saiba como fazer a sua”, o sistema direciona para as orientações específicas de cada estado.
A emissão da 2ª via da CIN é feita pelos Institutos de Identificação dos estados e do Distrito Federal. Em São Paulo, por exemplo, o serviço funciona pelo Poupatempo. Já em outros estados, pode ser responsabilidade da Polícia Civil ou outro órgão local.
A primeira emissão da CIN é gratuita. No entanto, a segunda via pode ter cobrança, dependendo da legislação estadual.
Posso usar a versão digital enquanto espero?
Sim. Quem já recebeu a versão impressa pode acessar o aplicativo GOV.BR e baixar a identidade digital.
A versão digital tem validade oficial e pode ser usada para identificação em diversas situações, inclusive viagens nacionais. Isso ajuda enquanto a nova via física não fica pronta.
Além disso, a CIN facilita o acesso à conta Ouro no GOV.BR, que permite usar milhares de serviços digitais federais, estaduais e municipais.
O que é preciso levar no dia do atendimento?
No dia e horário agendados, o cidadão deve apresentar:
- CPF
- Certidão de nascimento ou casamento (original ou cópia autenticada)
Caso queira incluir informações adicionais, como tipo sanguíneo ou condição de saúde, é necessário apresentar comprovantes.
Durante o atendimento, o órgão faz a captura de foto, impressões digitais e conferência dos dados.
O prazo para o documento ficar pronto varia conforme o estado, mas geralmente leva entre 7 e 20 dias.
A CIN passa a ser obrigatória?
O governo adotou um calendário gradual para priorizar a Carteira de Identidade Nacional como base biométrica.
A partir de 1º de maio de 2026, quem não tiver biometria cadastrada e for solicitar novo benefício social precisará ter a CIN. Já em 2028, o documento será exigido para todos que pedirem ou renovarem benefícios.
Pessoas com mais de 80 anos, migrantes, refugiados e pessoas com dificuldade de deslocamento por motivo de saúde ou deficiência estão dispensadas do cadastro obrigatório.
Documentos que você pode adicionar na carteira de identidade
A nova carteira de identidade permite incluir diversos registros oficiais. Assim, você evita carregar vários cartões e comprovantes.
Veja o que pode ser adicionado:
- CPF
- Título de Eleitor
- Carteira de Trabalho (CTPS)
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
- Certificado Militar
- NIS, PIS ou PASEP
- Cartão do SUS
Também é possível incluir tipo sanguíneo, fator Rh, condição de saúde com laudo médico e nome social mediante solicitação.
O documento tem QR Code para validação e versão digital disponível no aplicativo Gov.br.