O desmatamento em áreas de floresta madura da Mata Atlântica caiu 40% entre 2024 e 2025, atingindo o menor nível da série histórica. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Fundação SOS Mata Atlântica, essa semana, indicam que a área desmatada passou de 14.366 hectares no período anterior para 8.668 hectares.
As florestas maduras são trechos de vegetação nativa antigos e com uma estrutura ecológica estabelecida. Em geral, correspondem a áreas que não passaram por desmatamento nem por processos recentes de regeneração.
Cerca de 24% da cobertura original da Mata Atlântica ainda permanece preservada. Desse total, aproximadamente 12,4% correspondem às florestas maduras registradas pelo atlas, consideradas fundamentais para a conservação da biodiversidade e para o armazenamento de carbono.
O bioma Mata Atlântica registrou 475,18 km² de perda de vegetação nativa em 2024, o que representa uma redução de 37,89% em comparação com os 765,17 km² observados em 2023.
Nas áreas de vegetação não florestal da Amazônia, a perda de cobertura natural em 2024 totalizou 554,04 km², o que representa uma redução de 5,27% em relação a 2023, quando foram registrados 584,86 km².
Dados do Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa (Prodes) divulgados em novembro de 2024 mostram que o desmatamento na Amazônia caiu 28,09% entre 2023 e 2024. No Cerrado, a redução no mesmo período chegou a 25,76%, reforçando a tendência de queda em diferentes regiões do país.