O cantor Seu Jorge terá de voltar à Justiça para responder a uma acusação de plágio envolvendo músicas conhecidas de seu repertório. A 18ª Vara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou a sentença que havia extinguido o processo movido pelos músicos Ricardo Garcia e Kiko Freitas.
Os dois músicos afirmam que mantinham parceria com o artista desde 1997 e o acusam de ter registrado como próprias canções compostas em conjunto, entre elas “Carolina”, “Tive Razão”, “Chega no Suingue”, “Gafieira S.A.”, “She Will” e “Não Têm”.
A desembargadora Maria Regina Nova, relatora do caso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou o retorno do processo à fase de instrução, com a realização de audiência para ouvir as partes e as testemunhas.
Testemunhas e próximos passos
Segundo a advogada Deborah Sztajnberg, que representa os músicos, os autores da ação ainda não foram ouvidos formalmente, mesmo após mais de duas décadas de tramitação. A expectativa é que uma audiência seja marcada para coleta de depoimentos.
Entre as testemunhas apontadas está a mulher que teria inspirado a música “Carolina”, ex-namorada de Ricardo Garcia à época da composição. A defesa afirma possuir documentos e registros que sustentariam a versão apresentada no processo.
Os músicos pedem o reconhecimento de coautoria das obras, indenização por valores que deixaram de receber ao longo dos anos e reparação por danos morais. O montante, caso haja condenação, será definido em fase posterior.
De acordo com a defesa, tentativas de acordo extrajudicial teriam sido feitas antes do ingresso da ação, mas não houve consenso.
A assessoria de Seu Jorge não se manifestou até a última atualização desta reportagem.