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STF mantém restrições a Bolsonaro e defesa tenta reverter decisão de Moraes

Defesa pede que Moraes reveja medidas ou leve recurso à Primeira Turma do STF
Imagem sobre STF e restrições Bolsonaro: estátua de uma justiça em frente ao prédio do tribunal e, em segundo plano, Bolsonaro em foto recortada sob barras, com referência à decisão de Moraes.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringe visitas com finalidade político-eleitoral e proíbe a divulgação de manifestos políticos até o fim das eleições de 2026. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, ministros da Corte avaliam, de forma reservada, que Moraes não deve mudar o entendimento. Enquanto isso, o ministro deu cinco dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar manifestação sobre o recurso.

Defesa tenta derrubar as restrições a Bolsonaro

Os advogados de Jair Bolsonaro apresentaram um agravo regimental e pedem que Alexandre de Moraes reveja os trechos da decisão que limitam a atuação política do ex-presidente durante o período eleitoral.

Se o ministro mantiver o entendimento, a defesa quer que a Primeira Turma do STF analise o recurso. Moraes integra o colegiado.

Entre os pontos contestados estão a proibição de receber visitas com finalidade político-eleitoral e a vedação à divulgação de manifestos políticos por qualquer meio, inclusive por terceiros, até o fim das eleições de 2026.

Defesa questiona as restrições impostas por Alexandre de Moraes

No recurso, a defesa afirma que Alexandre de Moraes ampliou de forma indevida o alcance do artigo 15 da Constituição Federal, que trata da suspensão dos direitos políticos.

Segundo os advogados, o dispositivo se limita à capacidade eleitoral, ou seja, ao direito de votar e de ser votado. Por isso, não poderia servir de fundamento para restringir a liberdade de expressão.

A defesa também argumenta que a proibição de divulgar manifestos políticos “por qualquer meio” caracteriza censura prévia.

Além disso, questiona a expressão “finalidade político-eleitoral”. Para os advogados, o termo não estabelece critérios objetivos e impede Jair Bolsonaro de saber, com antecedência, quais visitas poderiam ser consideradas irregulares.

PGR vai analisar o recurso da defesa

Antes de decidir, Alexandre de Moraes deu cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente parecer sobre os questionamentos da defesa.

Depois da manifestação da PGR, o ministro poderá manter ou rever a decisão. Caso preserve o entendimento, a defesa pede que a Primeira Turma do STF julgue o recurso.

Restrições a Bolsonaro começaram após sanção disciplinar

A defesa lembra que Alexandre de Moraes já havia suspendido, por 30 dias, o direito de Jair Bolsonaro receber visitas como sanção disciplinar.

O ministro aplicou a medida após a divulgação de uma carta em que o ex-presidente declarou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Além dessa punição temporária, Moraes determinou duas restrições a Bolsonaro até o fim das eleições de 2026: proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e vetou a divulgação de manifestos políticos por qualquer meio, inclusive por terceiros.

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Jair Bolsonaro em imagem ilustrativa ao lado de Alexandre de Moraes, em cenário do STF, representando recurso sobre restrições Bolsonaro aguardando decisão.
Jair Bolsonaro recorre das restrições impostas por Alexandre de Moraes e aguarda decisão do STF (Crédito: Imagem ilustrativa / Gerada por IA)


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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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