Uma discussão motivada pela cobrança de uma taxa de serviço terminou em agressão física e caso de polícia em um restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. No último sábado (2/5), o cantor Ed Motta se envolveu em uma confusão no estabelecimento Grado após se irritar com a “taxa de rolha” — valor cobrado para consumir bebida própria no local. O episódio escalou para uma briga generalizada que deixou um cliente ferido com sete pontos na cabeça.

O início da confusão
De acordo com relatos de testemunhas e dos proprietários do restaurante, o clima esquentou quando o cantor teve a isenção da taxa de rolha negada. Ed Motta, que afirma ser cliente antigo do local, admitiu ter ficado irritado com a cobrança. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o artista, ao decidir ir embora, arremessou uma cadeira no salão.
Embora o cantor negue ter mirado em alguém, os donos do restaurante afirmam que o objeto foi lançado contra um garçom que estava de costas. Na saída, Ed Motta ainda teria esbarrado na bolsa de uma cliente em uma mesa vizinha, derrubando seus pertences, o que deu início a um novo foco de conflito.
Agressões e ferimentos
O desdobramento mais grave ocorreu cerca de dez minutos após a saída de Ed Motta do estabelecimento. Enquanto parte do grupo que acompanhava o músico permanecia no local para tentar pedir desculpas, iniciou-se um bate-boca com o casal da mesa ao lado.
Um dos clientes envolvidos relatou à Polícia Civil, na 15ª DP (Gávea), que a discussão evoluiu para violência física. O homem afirmou ter recebido um soco e relatou que uma garrafa de vinho foi arremessada contra ele, atingindo sua cabeça de raspão. O ferimento foi profundo o suficiente para que a vítima precisasse levar sete pontos.
? ? Polícia Civil investiga confusão envolvendo Ed Motta em restaurante no Rio de Janeiro (RJ); vídeos do circuito interno mostram o início da confusão com clientes e funcionários, além do momento em que o cantor joga uma cadeira. pic.twitter.com/7aeXMaFQto
— République (@republiqueBRA) May 7, 2026
Investigação e depoimentos
O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal. Diogo Coutinho do Couto, empresário e amigo que jantava com Ed Motta, já foi intimado a prestar depoimento sobre o ocorrido.
Os proprietários do Grado, o chef Nello Garaventa e Lara Atamian, emitiram uma nota pública repudiando o episódio. Segundo eles, além das agressões físicas, houve relatos de ofensas discriminatórias, incluindo xenofobia e homofobia contra a equipe e outros clientes.
O que diz Ed Motta
Em entrevista ao jornal O Globo, o cantor reconheceu que se excedeu e pediu desculpas pelo comportamento explosivo, atribuindo sua reação ao estado de embriaguez e à frustração com o atendimento. No entanto, Ed Motta apresentou uma versão diferente sobre o que ocorreu após sua partida:
“Depois que eu fui embora, soube que, quando a minha mesa foi pedir desculpas, a mesa ao lado começou a ofendê-los com insultos homofóbicos e xenofóbicos”, afirmou o artista, negando que seus acompanhantes tenham iniciado a agressão física sem provocação.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que deve analisar as imagens do circuito interno para esclarecer a dinâmica das agressões.