Se você abriu o Instagram neste sábado (17) e encontrou uma série de pessoas usando a camisa da Seleção Brasileira e fazendo um “L” com as mãos, não foi coincidência. Eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) organizaram uma mobilização nas redes sociais para demonstrar apoio ao candidato, a oito dias do segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).
A ação começou às 9h, quando apoiadores passaram a publicar fotos e vídeos com roupas verdes e amarelas, especialmente a camisa da Seleção, acompanhados do gesto que representa a inicial do nome de Lula. A mobilização também chegou aos assuntos mais comentados do X, antigo Twitter.
Entre os participantes estão artistas, escritores, músicos, políticos e outras figuras públicas. A lista inclui as atrizes Marjorie Estiano, Sophie Charlotte, Cláudia Abreu e Débora Bloch, além do cantor Chico Buarque, do ator Reynaldo Gianecchini, do ex-jogador Raí e do cineasta Kleber Mendonça Filho.
Exército do Lula
A iniciativa foi articulada a partir do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O parlamentar convocou seguidores a participar da ação em um vídeo publicado nas redes sociais na sexta-feira (16), quando a definiu como “a missão mais difícil e importante até agora”.
“É a primeira ação offline, fora da internet. Olha a dificuldade: eu vou ter que organizar quase cinco milhões de pessoas no Brasil inteiro e ninguém vai poder queimar a largada, fazendo um minuto antes ou um minuto depois. Vai ser um comando lá no grupo [Exército do Lula], no mesmo segundo, no País inteiro. E qual é a missão? Cês sabem que eles tomaram de nós, primeiro as ruas e depois as redes sociais, e os nossos símbolos. Quando uma guerra é vencida, o vencedor finca a bandeira e toma tudo o que foi roubado. Nós vamos pegar de volta os nossos símbolos. Se a gente fizer sincronizado, vai ser notícia no Brasil inteiro”,
disse.
A escolha das cores verde e amarelo se deu porque a camisa da Seleção Brasileira passou a ser utilizada com frequência em manifestações políticas nos últimos anos, especialmente por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).
Dias antes da mobilização, o canal “Exército do Lula” ficou indisponível por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. Na terça-feira (13), o magistrado determinou que a retomada das atividades aguardasse o prazo de 48 horas previsto na decisão.




