Nesta sexta-feira (1º), celebra-se o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Pulmão, data dedicada à conscientização sobre uma das doenças mais letais do mundo. De acordo com o levantamento mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de pulmão foi responsável por 1,8 milhão de mortes em 2022.
A oncologista Sueli Monterroso, da Imuno Santos, faz um alerta: “Somente no Brasil, este tumor é o terceiro mais comum em homens e o quarto em mulheres, somando mais de 32,5 mil casos novos anualmente entre ambos os sexos. O maior inimigo da doença é o cigarro, considerando que quase 90% dos diagnósticos estão relacionados ao uso e à exposição passiva ao tabaco e seus derivados. Por isso, não fumar pode ser crucial”, enfatiza a especialista.
Entre os fatores de risco estão, ainda, o contato com agentes carcinogênicos no trabalho (asbesto, arsênico, berílio, cádmio e etc), histórico familiar, doenças pré-existentes e poluição do ar. São aspectos que consideram tempo de exposição, ambientes e fatores genéticos.
Quais são os sintomas do câncer de pulmão?
A oncologista destaca os sintomas que merecem atenção redobrada. ”Tosse persistente ou com sangue, falta de ar, dor no peito, perda de peso inexplicável e cansaço são fatores recorrentes. Já entre os indícios menos frequentes estão rouquidão, pneumonia recorrente, dores nos braços e ombro, além de inchaço no rosto ou pescoço. São sinais que, uma vez identificados, precisam de avaliação clínica”, avalia Sueli Monterroso.
A ida ao médico precoce é determinante. Isso porque quanto mais cedo o câncer de pulmão for diagnosticado, as taxas de cura podem chegar a 90% e a mortalidade pode ser reduzida em até 20%. Cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia são procedimentos que podem fazer parte do tratamento.