O novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621, entra em vigor nesta segunda-feira (2) com efeito imediato sobre a folha de janeiro. A medida, oficializada por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2025, representa um aumento de 6,79% em relação aos R$ 1.518 praticados até dezembro. Com o reajuste, o valor diário passa a R$ 54,04 e o valor por hora sobe para R$ 7,37.
O cálculo do novo piso nacional leva em conta a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.
Além de impactar diretamente os salários de trabalhadores formais, o novo mínimo também reajusta valores de pensões, aposentadorias, seguro-desemprego e salário-família, que utilizam o piso como referência.

Aposentados e benefícios do INSS
Para os aposentados e pensionistas, o repasse com o novo valor começou no dia 26 de janeiro e segue até sexta-feira (6), conforme o dígito final do número do cartão de benefício. O calendário regular do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi mantido, com a incorporação do reajuste de forma proporcional ao cronograma já previsto.
Segundo projeções do próprio governo federal, o impacto combinado do reajuste do mínimo com a isenção do imposto de renda deve injetar aproximadamente R$ 110 bilhões na economia brasileira ao longo de 2026. O cálculo inclui ganhos de renda direta, efeitos multiplicadores no consumo e estímulo à atividade econômica.
Por outro lado, o Ministério da Fazenda estima que o custo adicional para a Previdência Social será de R$ 39,1 bilhões em 2026, considerando o reajuste aplicado sobre os benefícios vinculados ao piso nacional.