O estado de São Paulo mantém o maior programa estadual de seguro rural do Brasil, com R$ 13 bilhões em produção assegurada nos últimos dois anos. A informação foi divulgada pela AgênciaSP.
A medida, articulada pelo Governo paulista por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), subsidia até 30% do valor do prêmio do seguro rural, beneficiando mais de 40 mil produtores e contribuindo diretamente para a preservação da renda agrícola e a segurança alimentar.
A cobertura, que atua como um colchão de proteção contra eventos climáticos adversos como estiagens e incêndios, tem sido reforçada ano após ano. Só em 2024, foram liberados R$ 100 milhões para garantir a continuidade do programa. Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, a meta é ampliar o número de atendimentos.
“Com esse volume, devemos dobrar o total de produtores atendidos em relação ao último ano. Em 2024, já foram mais de 21 mil beneficiados”, afirmou.

Eficiência fiscal e retorno produtivo
De acordo com o governo paulista, para cada R$ 1 investido no programa, são protegidos em média R$ 60 em valor de produção agrícola, pecuária ou florestal. A relação evidencia a eficácia da política pública em mitigar riscos econômicos no campo e manter a cadeia rural ativa, sobretudo diante da retração nacional na cobertura do seguro rural.
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indicam que a área coberta por seguros no país sofreu redução de cerca de 47% entre 2021 e 2024, passando de 13 milhões para 7,2 milhões de hectares. Hoje, menos de 10% da área cultivada no Brasil possui alguma forma de seguro — patamar que contrasta com os Estados Unidos, onde cerca de 80% da área agrícola é coberta.
Outros estados tentam avançar
Além de São Paulo, o Paraná também mantém uma política estadual ativa para subvenção ao seguro rural. Nos últimos 15 anos, o estado destinou R$ 88,6 milhões para a cobertura de 47,1 mil apólices. Para a safra 2024/25, estão previstos R$ 10 milhões em aportes. Já Minas Gerais, que possui o programa “Minas + Seguro”, não tem destinado recursos à iniciativa nos últimos anos.