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CPI aprova quebra de sigilo de Zettel, cunhado do dono do Banco Master

Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, está entre os alvos da CPI, que também aprovou quebras de sigilo para investigar lavagem de dinheiro do PCC na Faria Lima
quebra de sigilo cunhado do vorcario

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o crime organizado no Senado aprovou hoje (11) mais de 20 requerimentos com quebras de sigilos, pedidos de informações e convocações, visando atingir o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima e o grupo conhecido como “A Turma”, formado por aliados de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Entre os requerimentos de quebra de sigilo estavam os nomes de Luiz Phillipe Mourão, conhecido como Sicário, que cometeu suicídio horas depois de ser preso pela Polícia Federal (PF), e Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro.

A quebra do sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Zettel e Mourão foi solicitada com dados de 2020 a 2026 ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Outras solicitações de informações aprovadas incluem pedidos feitos à PF sobre a Operação Compliance Zero, e ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, sobre a morte de Sicário.

Convocação do Banco Central

A CPI aprovou a convocação do ex-diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Paulo Sérgio Neves de Souza, e do ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Bellini Santana, ambos afastados dos cargos.

Ao pedir a convocação dos funcionários do BC, o senador Humberto Costa (PT-PE) alegou que o relatório da PF indica que eles teriam atuado como consultores informais de Daniel Vorcaro.

A comissão também quebrou os sigilos da empresa Varajo Consultoria, ligada ao dono do Banco Master, que teria sido responsável por uma proposta de pagamento a um servidor do BC. Leonardo Augusto Furtado Palhares também foi convocado pela CPI.

Lavagem de dinheiro na Faria Lima

Outros alvos das quebras de sigilos fiscal, bancário e telefônico foram empresários investigados por associação com a lavagem de dinheiro do PCC na Faria Lima, onde se concentram empresas do mercado financeiro da cidade de São Paulo.

Uma série de requerimentos foi aprovada com as quebras de sigilo de investigados apontados pela Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, responsável por desvendar o esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

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Roberto Augusto Leme da Silva foi um dos que tiveram os sigilos quebrados. Conhecido como Beto Louco, é considerado responsável pela gestão de distribuidoras de combustíveis que lavariam dinheiro para a organização.

Outro investigado que teve as informações liberadas por meio da aprovação da CPI foi Mohamad Hussein Mourad, considerado um dos principais operadores da lavagem de dinheiro e que ainda teria conexões com o Banco Master.

O empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, investigado pela Operação Carbono Oculto, também teve a quebra de sigilo autorizada, assim como o sócio oculto Danilo Berndt Trent. A Precisa já foi alvo de investigações sobre esquemas de corrupção na compra de vacinas durante o período da pandemia.

“A Turma” segue sendo alvo da comissão

Outro foco da CPI nesta quarta-feira foram os envolvidos no grupo “A Turma”. Os integrantes seriam usados para monitorar e intimidar adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, que teria liderado um esquema de fraudes que podem chegar a R$ 50 bilhões.

A Comissão Parlamentar de Inquérito aprovou a convocação de Ana Cláudia Queiroz de Paiva, que participaria dos pagamentos para custear as atividades do grupo.

A comissão também aprovou as quebras de sigilo de Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da PF que foi preso como um dos principais operadores do grupo, além de empresas ligadas ao Master, como a King Participações Imobiliárias e a King Motors Locação de Veículos.

O dono do avião usado como carona por aliados de Vorcaro também teve a solicitação de divulgação de dados aprovada, assim como a lista de beneficiários dos voos. Segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, indícios sugerem que altas autoridades da República teriam utilizado as aeronaves particulares.

O empresário Vladimir Timerman foi convidado a depor. Ele denunciou por anos as fraudes no Master.


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Atualmente, desenvolve iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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