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Moraes decide nesta quinta o futuro da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Benefício por saúde termina; STF aguarda avaliação clínica e esclarecimentos sobre arma apreendida

O prazo da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro chega ao fim nesta quinta-feira (25). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), precisa decidir nos próximos dias se prorroga o benefício ou se impõe novas condições ao ex-presidente. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado em 2022.

Saúde e pedidos da defesa

A defesa de Bolsonaro solicitou ao STF uma nova bateria de exames médicos. Os advogados pedem tomografias, endoscopia e pHmetria para investigar problemas gástricos como gastrite e esofagite. Além disso, o relatório médico aponta uma piora nas crises de soluço, que exigiram doses extras de medicação.

Embora o quadro cardiológico permaneça estável, o ex-presidente relata cansaço constante e falta de equilíbrio. O documento também menciona a cirurgia que Bolsonaro realizou no ombro direito durante o mês de maio. Portanto, a saúde fragilizada é o principal argumento dos advogados para a continuidade da permanência em casa.

O impacto da apreensão de uma arma

Por outro lado, o ministro Alexandre de Moraes também analisa o comportamento recente do ex-presidente. Recentemente, a Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu uma pistola Glock 9mm de Bolsonaro durante uma blitz, pois o responsável pela segurança não portava o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf).

Em resposta ao STF, a defesa alegou que a própria equipe de segurança inutilizou a arma sem o conhecimento de Bolsonaro. Segundo os advogados, a medida visava evitar riscos devido aos efeitos colaterais de medicações psiquiátricas usadas pelo político.

A análise do Judiciário

O juiz federal Paulo César Rodrigues afirma que a apreensão da arma pode configurar uma falta grave. Entretanto, o magistrado ressalta que a idade e a saúde debilitada de Bolsonaro pesam a favor da manutenção da domiciliar. “O ministro pode regredir o regime ou aplicar restrições extras, mas a chance de manter o benefício ainda existe”, avalia.

Enquanto aguarda a decisão, Bolsonaro segue sob regras rígidas. Ele utiliza tornozeleira eletrônica e mantém a proibição de redes sociais, telefones e visitas de outros políticos. Apenas familiares, médicos e advogados possuem autorização para contato presencial.


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Autor

  • Beatriz Biaggioni

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Comunicativa e curiosa, gosto de ouvir histórias, aprender com as pessoas e transformar isso em comunicação com sentido. Em constante crescimento, com olhar atento e vontade de fazer bem feito.

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