O fundador da rede Ultrafarma, Sidney Oliveira, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta quinta-feira (14). Além do empresário, outras 10 pessoas foram indiciadas por suposta participação em uma organização criminosa que cobrava propina para facilitar a liberação de créditos tributários no estado.
Por meio do GEDEC, o Ministério Público apresentou esta nova denúncia contra auditores fiscais e profissionais tributários alvos da Operação Ícaro.
O esquema de corrupção, desarticulado em 2025, movimentou mais de R$ 1 bilhão. À época da deflagração da operação, o empresário do setor farmacêutico chegou a ser preso.
Novas denúncias
De acordo com as investigações, o grupo atuava junto à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). O objetivo era aprovar e facilitar créditos de ICMS-ST (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – Substituição Tributária) para beneficiar empresas específicas.
A linha de investigação trabalha com a suspeita de contratos simulados com uma empresa especializada em consultoria tributária; em seguida, os valores eram ocultados. Segundo o MP, o esquema funcionou de forma estruturada entre 2021 e 2025, dividido em quatro núcleos:
- Agentes públicos: formado por auditores fiscais responsáveis por viabilizar os créditos tributários;
- Técnico-operacional: consultorias que preparavam documentos e protocolavam pedidos de ressarcimento;
- Financeiro: responsável por ocultar e dissimular a origem dos recursos;
- Empresarial: composto por representantes das companhias beneficiadas pelo esquema.
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*Com informações do SBT News